Batalha de Roncesvalles
Célebre episódio das guerras medievais que opuseram a cristandade ao Islão, protagonizado por Carlos Magno e por Rolando, o governador das marcas francas da Bretanha.
Roncesvalles, no burgo aragonês da província de Pamplona, foi o local onde se travou a batalha numa altura em que Carlos Magno, o futuro imperador, regressava de uma expedição conduzida a Espanha em 778. É que, por 777-778, o senhor dos francos preparava uma guerra além-Pirenéus que se estenderia pelo último quartel do século VIII. O seu grande objetivo era ampliar a campanha iniciada pelo seu avó Carlos Martel que em Poitiers (732) alcançou uma importante vitória sobre os muçulmanos instalados em Espanha desde os primeiros anos do século VIII (711), e reforçar a fronteira dos Pirenéus.
O exército franco, liderado por Carlos Magno, composto por austrásios, burgúndios, bávaros, lombardos e provençais, regressava da Espanha; a maior parte dos seus homens atravessaram sem grandes problemas as montanhas pirenaicas estacionando no vale de Nive, contudo a retaguarda foi atacada pelos montanheses bascos na garganta ou desfiladeiro de Roncesvalles, onde foram esmagados pelos pedregulhos, paus e dardos arremessados pelos agressores. Nesse lugar, pereceram Eginhardo, mordomo-mor do rei, Anselmo, chefe da casa real, e Rolando, prefeito das marcas da Bretanha.
Este episódio, bastante mitificado e ampliado pela imaginação popular, tornou-se tema de canções de gesta e de lendas.
Rolando, o governador das marcas da Bretanha, era o símbolo da resistência franca, que desde então passou a personificar o leal guerreiro que morre honrado no cumprimento do seu dever. O mito do cavaleiro Rolando foi fixado numa canção popular do século XI, a Canção de Rolando, onde os pastores bascos são substituídos por sarracenos, mas o seu culto nascera anteriormente pela devoção das gentes de Blaye que guiavam os peregrinos até a um túmulo de pedra onde supostamente estariam depositados os restos mortais de um dos mais queridos heróis medievais.
Falta apenas referir que, se por um lado, Rolando se tornou um símbolo romântico, os bascos emergiram como povos insubmissos que não deixaram que um príncipe estranho interferisse nos assuntos que lhes competiam.
Roncesvalles, no burgo aragonês da província de Pamplona, foi o local onde se travou a batalha numa altura em que Carlos Magno, o futuro imperador, regressava de uma expedição conduzida a Espanha em 778. É que, por 777-778, o senhor dos francos preparava uma guerra além-Pirenéus que se estenderia pelo último quartel do século VIII. O seu grande objetivo era ampliar a campanha iniciada pelo seu avó Carlos Martel que em Poitiers (732) alcançou uma importante vitória sobre os muçulmanos instalados em Espanha desde os primeiros anos do século VIII (711), e reforçar a fronteira dos Pirenéus.
O exército franco, liderado por Carlos Magno, composto por austrásios, burgúndios, bávaros, lombardos e provençais, regressava da Espanha; a maior parte dos seus homens atravessaram sem grandes problemas as montanhas pirenaicas estacionando no vale de Nive, contudo a retaguarda foi atacada pelos montanheses bascos na garganta ou desfiladeiro de Roncesvalles, onde foram esmagados pelos pedregulhos, paus e dardos arremessados pelos agressores. Nesse lugar, pereceram Eginhardo, mordomo-mor do rei, Anselmo, chefe da casa real, e Rolando, prefeito das marcas da Bretanha.
Este episódio, bastante mitificado e ampliado pela imaginação popular, tornou-se tema de canções de gesta e de lendas.
Rolando, o governador das marcas da Bretanha, era o símbolo da resistência franca, que desde então passou a personificar o leal guerreiro que morre honrado no cumprimento do seu dever. O mito do cavaleiro Rolando foi fixado numa canção popular do século XI, a Canção de Rolando, onde os pastores bascos são substituídos por sarracenos, mas o seu culto nascera anteriormente pela devoção das gentes de Blaye que guiavam os peregrinos até a um túmulo de pedra onde supostamente estariam depositados os restos mortais de um dos mais queridos heróis medievais.
Falta apenas referir que, se por um lado, Rolando se tornou um símbolo romântico, os bascos emergiram como povos insubmissos que não deixaram que um príncipe estranho interferisse nos assuntos que lhes competiam.
Partilhar
Como referenciar
Batalha de Roncesvalles na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$batalha-de-roncesvalles [visualizado em 2026-06-12 02:43:01].
Outros artigos
-
EspanhaGeografia País do Sudoeste da Europa. Ocupa a maior parte da Península Ibérica e inclui também os ar...
-
CarlosProtagonista de Viagens na Minha Terra, Carlos tem sido entendido como máscara ficcional de Garrett,...
-
Carlos MartelNobre franco, nascido cerca de 688, conseguiu unir e governar o território franco entre 715 e a data...
-
PamplonaA cidade espanhola de Pamplona, Iruña em língua basca, é a capital da Comunidade Autónoma Foral de N...
-
IslãoO Islão é o conjunto dos povos, países e estados que professam a religião de Maomé, nas suas diferen...
-
Segunda Guerra MundialA Segunda Guerra Mundial foi gerada a partir dos erros e imperfeições do Tratado de Versalhes, pelos
-
Guerra no IraqueA Guerra no Iraque, que decorreu entre 20 de março e 1 de maio de 2003, foi desencadeada pelos Estad
-
Guerra Italo-TurcaNa sequência das discussões diplomáticas que tiveram lugar em Roma e Constantinopla durante o verão
-
Primeira Guerra Sino-japonesaA primeira guerra sino-japonesa foi um conflito travado entre a China e o Japão, no final do século
-
Guerra PaulistaMovimento militar de protesto à governação de Getúlio Vargas, que teve início a 9 de julho e termino
Partilhar
Como referenciar 
Batalha de Roncesvalles na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$batalha-de-roncesvalles [visualizado em 2026-06-12 02:43:01].