bicípite (anatomia)
O termo bicípite significa duas cabeças, aplicando-se aos músculos que se originam a partir de dois feixes. No corpo humano, podemos encontrar dois: o bicípite braquial e o bicípite crural. O bicípite braquial situa-se no braço, atuando como antagónico do trícipite, já que provoca a flexão do antebraço sobre o braço, enquanto este o distende. O bicípite permite ainda a flexão do braço sobre a espádua e a supinação (movimento de voltar a mão para cima).
Faz parte dos músculos anteriores do braço, sendo o maior e mais superficial. Origina-se a partir de duas cabeças, de tamanhos diferentes. A cabeça curta, na zona média, prende-se na ponta do processo coracoide da omoplata, enquanto que a cabeça longa, lateral e mais externa, fixa-se no tubérculo supraglenóideo da omoplata. Estes dois feixes reúnem-se num corpo central, que forma uma proeminência volumosa no braço, quando contraído, assim como uma prega saliente no lado interior da articulação do cotovelo. Na zona inferior, fixa-se na tuberosidade bicipital do rádio e fáscia do antebraço, pela aponeurose bicipital.
A enervação do bícipite braquial faz-se por ação do nervo musculocutâneo, sendo a nutrição assegurada pela artéria umeral.
Nos músculos anteriores do braço, pode-se ainda encontrar o músculo coracobraquial (entre a escápula e o úmero) e o músculo braquial (entre o úmero e o ulna). A sua ação permite, respetivamente, movimentar o braço no sentido anterior e flexionar o antebraço.
O bicípite crural situa-se na zona traseira da coxa, estando próximo da pele, exceto na zona superior, onde é recoberto pelo grande nadegueiro.
A sua contração permite a flexão da zona inferior da perna (abaixo do joelho) sobre a coxa, num movimento com sentido posterior, em que o pé sobe. Possibilita ainda alguma movimentação da coxa sobre a bacia.
Tal como o bicípite braquial, apresenta também duas cabeças, de tamanho diferentes. A mais curta, fixa-se na zona inferior da linha áspera do fémur, enquanto a longa se aplica na tuberosidade isquiática. A fixação inferior, única, ocorre no topo da zona posterior do perónio.
A nutrição do bicípite crural é realizada por vasos que derivam da artéria fémural profunda, sendo a enervação assegurada pelo nervo ciático.
Faz parte dos músculos anteriores do braço, sendo o maior e mais superficial. Origina-se a partir de duas cabeças, de tamanhos diferentes. A cabeça curta, na zona média, prende-se na ponta do processo coracoide da omoplata, enquanto que a cabeça longa, lateral e mais externa, fixa-se no tubérculo supraglenóideo da omoplata. Estes dois feixes reúnem-se num corpo central, que forma uma proeminência volumosa no braço, quando contraído, assim como uma prega saliente no lado interior da articulação do cotovelo. Na zona inferior, fixa-se na tuberosidade bicipital do rádio e fáscia do antebraço, pela aponeurose bicipital.
A enervação do bícipite braquial faz-se por ação do nervo musculocutâneo, sendo a nutrição assegurada pela artéria umeral.
Nos músculos anteriores do braço, pode-se ainda encontrar o músculo coracobraquial (entre a escápula e o úmero) e o músculo braquial (entre o úmero e o ulna). A sua ação permite, respetivamente, movimentar o braço no sentido anterior e flexionar o antebraço.
A sua contração permite a flexão da zona inferior da perna (abaixo do joelho) sobre a coxa, num movimento com sentido posterior, em que o pé sobe. Possibilita ainda alguma movimentação da coxa sobre a bacia.
Tal como o bicípite braquial, apresenta também duas cabeças, de tamanho diferentes. A mais curta, fixa-se na zona inferior da linha áspera do fémur, enquanto a longa se aplica na tuberosidade isquiática. A fixação inferior, única, ocorre no topo da zona posterior do perónio.
A nutrição do bicípite crural é realizada por vasos que derivam da artéria fémural profunda, sendo a enervação assegurada pelo nervo ciático.
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Como referenciar
bicípite (anatomia) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$bicipite-(anatomia) [visualizado em 2026-06-18 13:50:18].
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