Boaventura de Sousa Santos
Professor catedrático na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, nascido em 1940, em Coimbra, é Diretor do Centro de Estudos Sociais (C.E.S.) e da sua revista, a Revista Crítica de Ciências Sociais.
Tem-se debruçado sobre as questões da cidadania, dos modos de produção de poder social, da análise da sociedade portuguesa e da globalização. A crise do modelo civilizacional como um todo, ou, para utilizar as suas palavras, do paradigma da modernidade, é analisada por Boaventura de Sousa Santos nas suas várias dimensões: epistemológica (Um Discurso Sobre as Ciências, 1988 ou Introdução a uma Ciência Pós-Moderna, 1989), política e cultural (Pela Mão de Alice. O Social e o Político na Pós-Modernidade, 1994).
Analisando a sociedade portuguesa, posiciona Portugal naquilo a que chama semiperiferia do sistema mundial.
Debruçando-se sobre as ciências, delineou o paradigma emergente, que será não apenas um paradigma científico mas também um paradigma social, já que surge numa sociedade ela própria revolucionada pela ciência (Um Discurso Sobre as Ciências, 1988).
Em 2001 ganhou o prémio o prestigiado prémio de Ciências Humanas e Educação do Brasil, Jabuti 2001, com a sua obra A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência.
De salientar que Boaventura de Sousa Santos é o autor do primeiro estudo aturado sobre o sistema judicial português.
Das várias obras que escreveu destacam-se as seguintes:
1974, Law Against Law: Legal Reasoning in Pasargada Law
1975, Democratizar a Universidade
1977, Da Sociologia da Ciência à Política Científica
1977, The Law of Oppressed: The Construction and Reproduction of Legality in Pasargada Law
1980, O Discurso e o Poder
1982, O Estado, o Direito e a Questão Urbana
1984, A Justiça Popular em Cabo Verde
1985, On Modes of Production of Social Power and Law
1985, Estado e Sociedade na Semiperiferia do Sistema Mundial: o Caso Português
1987, O Estado, a Sociedade e as Políticas Sociais: o caso das Políticas de Saúde
1988, Um Discurso Sobre as Ciências
1989, O Social e o Político na Transição Pós-Moderna
1989, Introdução a uma Ciência Pós-Moderna
1990, Estado e Sociedade em Portugal, 1974-1988
1991, Estado Derecho y Luchas Sociales
1993, (org.) Portugal, Um retrato singular
1994, Pela Mão de Alice. O Social e o Político na Pós-Modernidade
1997, O Pulsar da Revolução: Cronologia da revolução de 25 de Abril, 1973-1976, em colab.
1998, Reinventar a Democracia
1999, Um Discurso Sobre as Ciências
2000, A Crítica da Razão Indolente: Contra o Desperdício da Experiência, prémio Jabuti 2001.
2001, Globalização: Fatalidade ou Utopia?
2003, Democratizar a Democracia
2004, A Fita do Tempo da Revolução
2005, O Fórum Social Mundial
-
BrasilGeografia País da América do Sul. A República Federativa do Brasil tem 26 estados e um Distrito Fede...
-
CoimbraAspetos geográficos Cidade situada na margem direita do rio Mondego, na província tradicional da Bei...
-
psicologiaA psicologia deu os seus primeiros passos na antiguidade clássica, mais precisamente na Grécia antig
-
reparação (psicologia)Reparação é um termo psicanalítico criado por Melanie Klein, e assinala um desejo de o bebé restaura
-
psicologismoAs diferentes disciplinas que estudam a realidade humana têm tendência a reduzir a complexidade dess
-
psicolinguísticaDisciplina da linguística que se dedica ao estudo dos processos psicológicos subjacentes à produção
-
triangulação (psicologia)A triangulação é um termo usado na psicanálise e que consiste na entrada de uma terceira pessoa - o
-
representação (psicologia)A representação designa o processo de estabelecer uma correspondência entre dois elementos, em que u
-
self (psicologia)Numa aceção geral, entende-se por self aquilo que define a pessoa na sua individualidade e subjetivi
-
racionalização (psicologia)A racionalização é um mecanismo de defesa, parte consciente e parte inconsciente, no qual as falhas