caça
A caça é uma das mais antigas atividades humanas, havendo já vestígios da sua prática pelos Australopitecos (pré-hominídeos), ainda durante o Protolítico.
As principais funções da caça eram a defesa contra animais selvagens e a obtenção de alimento, estando a importância desta atividade bem retratada nas inúmeras representações de animais e caçadores, em pinturas rupestres pré-históricas. No entanto, com a descoberta da agricultura e da pastorícia, acompanhadas da criação de hábitos sedentários, a alimentação humana passou a estar muito menos dependente dos produtos da caça, tornando-se a partir do Neolítico uma atividade secundária de busca de alimento, ou apenas um modo de defesa das populações e dos rebanhos.
Nas civilizações da Antiguidade, a caça era encarada como uma atividade desportiva nobre, sendo, por isso mesmo, reservada aos estratos mais altos da sociedade, como acontecia na Grécia Antiga, onde apenas a Aristocracia a podia praticar. Na cultura Egípcia a caça tinha também um papel social, ao contrário dos Romanos que pouco a praticavam. O mesmo já não acontecia entre os Bárbaros, grandes caçadores e excelentes cavaleiros.
A prática da caça conheceu o seu apogeu, na Europa, durante a Idade Média, onde era encarada como a mais fina das diversões, praticada apenas pela Realeza e pelos nobres, como forma de treino para a guerra. A captura de caça grossa (veado, urso, javali, etc.) era de tal modo importante que marcantes personalidades da sociedade da época escreveram sobre ela, como D. João I (autor de O livro da Montaria).
O século XVII trouxe importantes revoluções à caça, como o adestramento de cães caçadores e a proliferação da falcoaria. O uso da escopeta, que disparava grãos de chumbo (inventada no final do séc. XVI), vulgarizou-se, substituindo o arco e a flecha como arma de tiro. A intensidade da caça foi tal que, desde o século XVIII, espécies como o lobo, o lince e o urso praticamente desapareceram da Europa Central.
O impacto da caça nos ecossistemas naturais pode assumir duas formas: impacto negativo, se a captura de animais se faz de um modo indiscriminado, reduzindo o número de efetivos da espécie, até um ponto tal que esta entra em declínio e em processo de extinção; impacto positivo, se a caça se faz apenas sobre os excedentes populacionais, privilegiando a eliminação dos animais mais fracos ou doentes. Neste caso, os caçadores devem privilegiar a criação de boas condições naturais para que a espécie se desenvolva e crie excedentes, o que acarreta benefícios para ambos (espécie e caçadores).
Em Portugal, a caça encontra-se regulamentada, estando definidas as épocas de caça e quais as espécies protegidas (de captura interdita) por forma a garantir um exploração sustentável dos recursos cinegéticos.
De referir ainda que a caça ilegal continua a ser uma importante fonte de problemas ecológicos, já que não respeita as normas instituídas causando importantes desequilíbrios nos ecossistemas, quer pelo volume de capturas quer pela altura em que estas por vezes ocorrem (épocas de reprodução) e pelo abate de espécies protegidas ou em perigo de extinção, como, por exemplo, de elefantes para a obtenção de marfim e dos felinos por causa das peles.
As principais funções da caça eram a defesa contra animais selvagens e a obtenção de alimento, estando a importância desta atividade bem retratada nas inúmeras representações de animais e caçadores, em pinturas rupestres pré-históricas. No entanto, com a descoberta da agricultura e da pastorícia, acompanhadas da criação de hábitos sedentários, a alimentação humana passou a estar muito menos dependente dos produtos da caça, tornando-se a partir do Neolítico uma atividade secundária de busca de alimento, ou apenas um modo de defesa das populações e dos rebanhos.
Nas civilizações da Antiguidade, a caça era encarada como uma atividade desportiva nobre, sendo, por isso mesmo, reservada aos estratos mais altos da sociedade, como acontecia na Grécia Antiga, onde apenas a Aristocracia a podia praticar. Na cultura Egípcia a caça tinha também um papel social, ao contrário dos Romanos que pouco a praticavam. O mesmo já não acontecia entre os Bárbaros, grandes caçadores e excelentes cavaleiros.
O século XVII trouxe importantes revoluções à caça, como o adestramento de cães caçadores e a proliferação da falcoaria. O uso da escopeta, que disparava grãos de chumbo (inventada no final do séc. XVI), vulgarizou-se, substituindo o arco e a flecha como arma de tiro. A intensidade da caça foi tal que, desde o século XVIII, espécies como o lobo, o lince e o urso praticamente desapareceram da Europa Central.
O impacto da caça nos ecossistemas naturais pode assumir duas formas: impacto negativo, se a captura de animais se faz de um modo indiscriminado, reduzindo o número de efetivos da espécie, até um ponto tal que esta entra em declínio e em processo de extinção; impacto positivo, se a caça se faz apenas sobre os excedentes populacionais, privilegiando a eliminação dos animais mais fracos ou doentes. Neste caso, os caçadores devem privilegiar a criação de boas condições naturais para que a espécie se desenvolva e crie excedentes, o que acarreta benefícios para ambos (espécie e caçadores).
Em Portugal, a caça encontra-se regulamentada, estando definidas as épocas de caça e quais as espécies protegidas (de captura interdita) por forma a garantir um exploração sustentável dos recursos cinegéticos.
De referir ainda que a caça ilegal continua a ser uma importante fonte de problemas ecológicos, já que não respeita as normas instituídas causando importantes desequilíbrios nos ecossistemas, quer pelo volume de capturas quer pela altura em que estas por vezes ocorrem (épocas de reprodução) e pelo abate de espécies protegidas ou em perigo de extinção, como, por exemplo, de elefantes para a obtenção de marfim e dos felinos por causa das peles.
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Como referenciar
caça na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$caca [visualizado em 2026-06-06 11:09:10].
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