Campanha dos Dardanelos (Março-Outubro de 1915)
Expedição franco-britânica dirigida contra a Turquia na Primeira Guerra Mundial.
A entrada da Turquia na Primeira Guerra Mundial ao lado dos alemães (e dos restantes impérios centrais) colocou graves problemas às potências aliadas, surgindo como um tampão entre o Leste e o Ocidente. Desde logo, os comandos franco-britânicos chegaram à conclusão que se impunha uma ação sobre Constantinopla, para abrir um corredor de comunicação com a Rússia. Assim, os ingleses lançaram a ideia de forçar a passagem dos Dardanelos para atacar a capital turca pelo mar de Mármara (mar interior da bacia do Mediterrâneo).
Os franceses concordam com o plano e a ação naval começa a 19 de fevereiro de 1915, com o bombardeamento dos fortes que guardavam a entrada do estreito e a dragagem das minas aí existentes; no dia 18 de março, o almirante Robeck força a entrada, mas falha; as perdas são elevadas: os franceses perderam o Bouvet depois de este embater numa mina; os britânicos ficaram sem três couraçados; o Suffren e o Gaulois foram gravemente danificados. Perante este desaire, decidiu-se renovar o ataque com o apoio de um corpo expedicionário dirigido pelo general J. Hamilton. Reunido no Egito e depois em Lemnos, base das operações, este corpo reunia quatro divisões britânicas (integrando duas australianas) e uma divisão francesa com cerca de 65 mil homens.
Embarcado a 25 de abril, o exército aliado travou combates em vários pontos, como Seddul-Bahr, Sula e Gaba-tépé, onde deixou inúmeras baixas e, após resistir ao contra-ataque turco, conseguiu entrincheirar-se em Gallípoli, na margem esquerda da Península de Galipoli, dominando os Dardanelos. O objetivo era atacar as posições adversárias em Krithia, d'Atchi-Baba e Sari-Bair. Durante vários meses, britânicos e franceses esgotaram-se numa guerra de cerco, lenta e metódica, entremeada por violentos confrontos (especialmente a 6 de maio, 28 de junho e 12 de julho), sem conseguirem tomar as posições turcas, há muito organizadas com a colaboração alemã. Destes combates resultaram elevadas baixas.
A operação arrastava-se quando, em outubro de 1915, uma grande ofensiva alemã nos Balcãs obrigou os Aliados a reagirem e a concentrarem a sua atenção noutros pontos.
A evacuação dos Dardanelos efetuou-se entre 20 de dezembro de 1915 e 8 de janeiro do ano seguinte; uma parte das forças foi transportada para Salonica, constituindo o embrião do futuro exército do Oriente.
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