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Carlos da Maia
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Protagonista masculino do romance Os Maias, filho de Pedro da Maia e de Maria Monforte, cresce na companhia do avô, que lhe proporciona uma educação inglesa, nos antípodas da que recebera o pai, Pedro.

Carlos estuda Medicina em Coimbra, onde conhece Ega, e viaja demoradamente pela Europa. Regressado a Lisboa, destaca-se pela sua superioridade: "Alto, bem feito, de ombros largos, com uma testa de mármore sob os anéis dos cabelos pretos, e os olhos dos Maias, aqueles irresistíveis olhos do pai, de um negro líquido, ternos como os dele, e mais graves.

Trazia a barba toda, castanha-escura, rente na face, aguçada no queixo - o que lhe dava, com o bonito bigode arqueado aos cantos da boca, uma fisionomia de belo cavaleiro da Renascença". Rapidamente impressiona a sociedade lisboeta, fascinando a condessa de Gouvarinho, com quem tem uma aventura, e granjeando a admiração bacoca de Dâmaso. Cheio de projetos profissionais - instalar um laboratório, exercer a sua atividade de médico, fundar uma revista -, Carlos acaba por cair no diletantismo e na inatividade. Envolve-se com Maria Eduarda, ignorando que é seu irmão. O desfecho trágico deste amor, sublinhado pela morte do avô, marcará definitivamente o seu percurso desistente. Acabará em Paris, assumindo a sua posição diletante de homem rico "que falhou na vida".

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Como referenciar
Porto Editora – Carlos da Maia na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2025-02-14 18:44:28]. Disponível em