Carlos Ramos
Fadista e guitarrista, Carlos Augusto da Silva Ramos nasceu a 10 de outubro de 1907, em Lisboa, e faleceu a 9 de novembro de 1969.
Desde muito novo que se tornou um assíduo frequentador das tabernas do seu bairro, Alcântara. Foi ali que aprendeu e começou a tocar guitarra, sendo a sua grande referência João Maria dos Anjos. Só mais tarde, aos 23 anos, começou também a cantar.
Frequentou a Escola Politécnica, mas a morte do pai obrigou-o a interromper os estudos e encontrar emprego. Foi escriturário e radiotelegrafista da Companhia Portuguesa Rádio Marconi. Contudo nunca abandonou o fado. Em 1939, acompanhou mesmo Ercília Costa na sua digressão pelos Estados Unidos.
Em 1944, por incitamento de Filipe Pinto, profissionalizou-se. A estreia foi no Café Luso. Passou por outras casas, como A Tipoia e a Tágide. Como guitarrista, participou em muitas peças de teatro de revista e em alguns filmes, como Aldeia da Roupa Branca de Chianca de Garcia (1939), Cais do Sodré de Alejandro Perla (1946) e Fado Corrido de Jorge Brum do Canto (1964). Participou ainda nos primeiros programas de televisão dedicados ao fado.
No início dos anos 60, fundou a sua própria casa de fados, o Restaurante Típico A Toca, no Bairro Alto, que se tornou num autêntico santuário do fado, atuando ali grandes nomes, como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha, Fernanda Maria ou Natércia da Conceição. Como guitarristas residentes, teve Jaime Santos e Alberto Correia.
Na voz de Carlos Ramos ficaram célebres muitos fados, alguns com grande sucesso comercial. Entre outros, cantou "Senhora do Monte" (Gabriel de Oliveira/Alfredo Marceneiro), "Não Venhas Tarde" (Aníbal Nazaré/João Nobre), "Canto o Fado" (João Nobre), "Sempre que Lisboa Canta" (Aníbal Nazaré/Carlos Rocha), "Aquela Feia" (Júlio Proença/Frederico de Brito), "O Amor é Louco" (João Nobre), "Anda o Fado noutras Bocas" (Artur Ribeiro) ou "Vielas de Alfama" (Max/Artur Ribeiro). Gravou muitos discos, destacando-se as coletâneas editadas em CD, pela Emi-Valentim de Carvalho, Biografia do Fado, O Melhor de Carlos Ramos (Vol. I e II) e Sempre que Lisboa Canta.
Carlos Ramos faleceu com 62 anos, mas o seu fado e a sua forma de cantar ficou como referência para muitos, nalguns casos de forma evidente, como em Alcindo Carvalho.
Desde muito novo que se tornou um assíduo frequentador das tabernas do seu bairro, Alcântara. Foi ali que aprendeu e começou a tocar guitarra, sendo a sua grande referência João Maria dos Anjos. Só mais tarde, aos 23 anos, começou também a cantar.
Frequentou a Escola Politécnica, mas a morte do pai obrigou-o a interromper os estudos e encontrar emprego. Foi escriturário e radiotelegrafista da Companhia Portuguesa Rádio Marconi. Contudo nunca abandonou o fado. Em 1939, acompanhou mesmo Ercília Costa na sua digressão pelos Estados Unidos.
Em 1944, por incitamento de Filipe Pinto, profissionalizou-se. A estreia foi no Café Luso. Passou por outras casas, como A Tipoia e a Tágide. Como guitarrista, participou em muitas peças de teatro de revista e em alguns filmes, como Aldeia da Roupa Branca de Chianca de Garcia (1939), Cais do Sodré de Alejandro Perla (1946) e Fado Corrido de Jorge Brum do Canto (1964). Participou ainda nos primeiros programas de televisão dedicados ao fado.
No início dos anos 60, fundou a sua própria casa de fados, o Restaurante Típico A Toca, no Bairro Alto, que se tornou num autêntico santuário do fado, atuando ali grandes nomes, como Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha, Fernanda Maria ou Natércia da Conceição. Como guitarristas residentes, teve Jaime Santos e Alberto Correia.
Na voz de Carlos Ramos ficaram célebres muitos fados, alguns com grande sucesso comercial. Entre outros, cantou "Senhora do Monte" (Gabriel de Oliveira/Alfredo Marceneiro), "Não Venhas Tarde" (Aníbal Nazaré/João Nobre), "Canto o Fado" (João Nobre), "Sempre que Lisboa Canta" (Aníbal Nazaré/Carlos Rocha), "Aquela Feia" (Júlio Proença/Frederico de Brito), "O Amor é Louco" (João Nobre), "Anda o Fado noutras Bocas" (Artur Ribeiro) ou "Vielas de Alfama" (Max/Artur Ribeiro). Gravou muitos discos, destacando-se as coletâneas editadas em CD, pela Emi-Valentim de Carvalho, Biografia do Fado, O Melhor de Carlos Ramos (Vol. I e II) e Sempre que Lisboa Canta.
Carlos Ramos faleceu com 62 anos, mas o seu fado e a sua forma de cantar ficou como referência para muitos, nalguns casos de forma evidente, como em Alcindo Carvalho.
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Como referenciar
Carlos Ramos na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$carlos-ramos [visualizado em 2026-07-07 14:30:14].
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