Carlos Ramos
Arquiteto português, Carlos João Chambers Ramos nasceu em 1892, no Porto, e estudou na EBAL - Escola de Belas-Artes de Lisboa, entre 1915 e 1921, recebendo o diploma de arquiteto em 1926.
Em 1919 ingressou no escritório do arquiteto Ventura Terra, onde permaneceu até 1921, data em que iniciou a sua colaboração no escritório do arquiteto Raul Lino.
Após esse período a sua obra é influenciada pela Art Déco evoluindo, na segunda metade da década de 20 e durante a década de 30, para uma tendência de aproximação a Walter Gropius e à Bauhaus, evidentes no racionalismo manifestado com a elaboração dos projetos para o Pavilhão do Rádio do Instituto de Oncologia, em 1927, e o Instituto Dr. Navarro de Paiva, em 1931, ambos em Lisboa.
Devido ao afastamento do arquiteto Marques da Silva, por ter atingido o limite de idade, em 1954 é convidado a integrar o corpo docente da EBAP - Escola de Belas-Artes do Porto, onde permanece, após um interregno entre 1946 e 1948, até 1967, tornando-se diretor dessa instituição em 1952.
Ao entrar na ESBAP, Carlos Ramos encontra um ensino tradicional, demasiado académico e burocrático, iniciando uma profunda remodelação no ensino da Arquitetura, introduzindo a atualização dos métodos de trabalho, a liberalização de regras de "concursos" e a preparação prévia dos seus temas, a organização de seminários de teoria de Arquitetura e promovendo a ligação de "concursos" de construção com os de composição, a abertura da atividade pedagógica paralela e estimulando a introdução da cadeira de Urbanismo.
Na década de 50 convida a integrar o corpo docente da EBAP arquitetos e jovens arquitetos empenhados na renovação da arquitetura portuguesa, como Agostinho Ricca, José Carlos Loureiro, Mário Bonito, Fernando Távora (membros da ODAM - Organização dos Arquitetos Modernos), confirmando a abertura de ideias às novas convicções.
Estas alterações introduzidas tanto no plano pedagógico como no corpo docente refundam uma escola que ao longo do tempo tem sido capaz de influenciar de forma decisiva a arquitetura portuguesa, sobretudo a partir dos anos 60-70, com o crescimento do prestígio nacional e internacional da "Escola do Porto", sendo atualmente a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto a fiel depositária do legado (pedagógico, crítico e renovador) de Carlos Ramos.
Faleceu em 1969.
Em 1919 ingressou no escritório do arquiteto Ventura Terra, onde permaneceu até 1921, data em que iniciou a sua colaboração no escritório do arquiteto Raul Lino.
Após esse período a sua obra é influenciada pela Art Déco evoluindo, na segunda metade da década de 20 e durante a década de 30, para uma tendência de aproximação a Walter Gropius e à Bauhaus, evidentes no racionalismo manifestado com a elaboração dos projetos para o Pavilhão do Rádio do Instituto de Oncologia, em 1927, e o Instituto Dr. Navarro de Paiva, em 1931, ambos em Lisboa.
Devido ao afastamento do arquiteto Marques da Silva, por ter atingido o limite de idade, em 1954 é convidado a integrar o corpo docente da EBAP - Escola de Belas-Artes do Porto, onde permanece, após um interregno entre 1946 e 1948, até 1967, tornando-se diretor dessa instituição em 1952.
Ao entrar na ESBAP, Carlos Ramos encontra um ensino tradicional, demasiado académico e burocrático, iniciando uma profunda remodelação no ensino da Arquitetura, introduzindo a atualização dos métodos de trabalho, a liberalização de regras de "concursos" e a preparação prévia dos seus temas, a organização de seminários de teoria de Arquitetura e promovendo a ligação de "concursos" de construção com os de composição, a abertura da atividade pedagógica paralela e estimulando a introdução da cadeira de Urbanismo.
Na década de 50 convida a integrar o corpo docente da EBAP arquitetos e jovens arquitetos empenhados na renovação da arquitetura portuguesa, como Agostinho Ricca, José Carlos Loureiro, Mário Bonito, Fernando Távora (membros da ODAM - Organização dos Arquitetos Modernos), confirmando a abertura de ideias às novas convicções.
Estas alterações introduzidas tanto no plano pedagógico como no corpo docente refundam uma escola que ao longo do tempo tem sido capaz de influenciar de forma decisiva a arquitetura portuguesa, sobretudo a partir dos anos 60-70, com o crescimento do prestígio nacional e internacional da "Escola do Porto", sendo atualmente a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto a fiel depositária do legado (pedagógico, crítico e renovador) de Carlos Ramos.
Faleceu em 1969.
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Como referenciar
Carlos Ramos na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$carlos-ramos,1 [visualizado em 2026-06-07 21:58:43].
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