Castelo de Belver
D. Sancho I teria doado à Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém as terras de Guidimtesta ou Guidintesta, que se estendiam da margem sul do rio Tejo até ao Zêzere, com a obrigação expressa de aí construírem um castelo a que o próprio monarca, segundo alguns autores, chamou Belver.
Os conhecimentos de uma arquitetura militar avançada, com que esta Ordem estava muito familiarizada pelas inúmeras experiências já realizadas, permitiram a execução de uma fortaleza extremamente bem delineada.
O Castelo apresenta planta periforme, mais alongada do lado sul, onde se abre a porta principal, ladeada por dois cubelos de desigual volumetria. A muralha, por vezes ameada, é reforçada por mais quatro torreões - dois de planta quadrangular e os dois restantes circulares -, e é dotada de adarve a todo o perímetro.
A porta é constituída por um arco redondo através do qual se ascende ao terreiro da fortificação. Aqui jazem os últimos vestígios da alcáçova, os arcos restaurados, as bocas das cisternas que abasteciam de água a fortificação em caso de cerco bem como a capela de S. Brás. No seu interior destacam-se o altar mor de talha e os numerosos bustos-relicários das relíquias da Palestina que outrora se expunham sobre o altar oferecido pelo Grão-Prior do Crato ao príncipe D. Luís, filho de D. Manuel I.
A torre de menagem, ocupando o centro do pátio principal, apresenta cunhais de cantaria e paredes espessas (4 metros no piso térreo). No piso inferior pode-se visitar uma cisterna escavada na rocha enquanto os piso superiores têm sido atualmente aproveitados para eventos culturais.
Os conhecimentos de uma arquitetura militar avançada, com que esta Ordem estava muito familiarizada pelas inúmeras experiências já realizadas, permitiram a execução de uma fortaleza extremamente bem delineada.
O Castelo apresenta planta periforme, mais alongada do lado sul, onde se abre a porta principal, ladeada por dois cubelos de desigual volumetria. A muralha, por vezes ameada, é reforçada por mais quatro torreões - dois de planta quadrangular e os dois restantes circulares -, e é dotada de adarve a todo o perímetro.
A torre de menagem, ocupando o centro do pátio principal, apresenta cunhais de cantaria e paredes espessas (4 metros no piso térreo). No piso inferior pode-se visitar uma cisterna escavada na rocha enquanto os piso superiores têm sido atualmente aproveitados para eventos culturais.
Partilhar
Como referenciar
Castelo de Belver na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$castelo-de-belver [visualizado em 2026-08-07 12:31:56].
Outros artigos
-
Ordem do HospitalFormou-se quando, em 1099, ocupada Jerusalém, muitos cavaleiros cruzados se associaram à obra carita...
-
Igreja de Santa Maria (Beja)A notícia mais antiga sobre este templo de Beja, erguido no Largo do Provir, remonta ao ano de 1282,
-
Palácio da BempostaApós enviuvar de Carlos II de Inglaterra, a infanta D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV, de
-
Torre de BelémTorre consagrada ao santo padroeiro de Lisboa, S. Vicente, integrava-se num plano de defesa do Tejo,
-
Castelo de BelmonteTendo por cenário a altiva e majestosa Serra da Estrela, ergue-se no topo da íngreme colina da vila
-
Convento de S. Francisco (Beja)O Convento de S. Francisco de Beja começou a materializar-se em 1268, nos finais do reinado de D. Af
-
Palácio Nacional de BelémFundado no primeiro quartel do século XVI, o Palácio de Belém nada conserva desse periodo inicial. I
-
Mosteiro de S. BentoUma das mais importantes casas beneditinas portuguesas foi edificada em Santo Tirso e consagrada ao
-
Igreja da Misericórdia de BejaA igreja da Misericórdia de Beja, fundada em 1500, esteve instalada na Igreja de Sta. Maria da Feira
-
Igreja da Misericórdia de BenaventeIgreja fundada no séc. XIII embora o exterior, modesto, se reporte ao séc. XVII, com uma janela de f
Partilhar
Como referenciar 
Castelo de Belver na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$castelo-de-belver [visualizado em 2026-08-07 12:31:56].