Castelo de Santa Maria da Feira
Nos alvores da Nacionalidade, Ermígio Moniz, senhor das terras de Santa Maria e do Castelo da Feira, destacou-se como um dos nobres que alinharam pelo partido da independência do Condado Portucalense - sob a égide de D. Afonso Henriques.
Mas a história do Castelo da Feira recua longamente no tempo: a colina sobranceira à cidade de Santa Maria da Feira e que abriga a atual fortaleza medieval, tinha servido de local a um santuário pré-romano. Gradualmente, a sua vocação religiosa foi reformulada e este espaço foi reconvertido em fortaleza militar, devido à sua estratégica implantação.
A ocupação muçulmana deixou vestígios na cantaria das muralhas do castelo. Recuperado pelas armas cristãs sob o comando do conde D. Henrique, o castelo converteu-se como ponto militar fulcral na linha de fronteira do Condado Portucalense. Deste período, o Castelo da Feira adotou a austera e robusta volumetria do românico.
Posteriormente, outros alcaides deixariam a marca do seu governo. No século XIV, a fortaleza beneficiou de substanciais melhoramentos, modificações que se inscrevem no universo da arquitetura militar gótica e que prosseguiram no século seguinte, obras que lhe conferiram o seu definitivo e atual perfil.
Resgatado ao abandono e à destruição dos homens, o Castelo da Feira seria objeto de uma substancial obra de restauro no século XX, levada a cabo pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
O castelo implanta-se no topo da colina, desenhando uma planta aproximadamente oval, ocupada na parte meridional pelas construções da grandiosa Torre de Menagem e da Alcáçova. Obra do século XV, é marcada por quatro elegantes torreões coroados por coruchéus piramidais.
No interior, a zona baixa da poderosa Torre de Menagem acolheu a Alcáçova palaciana, composta por amplo salão de festas coberto por abóbada gótica, sendo aquecida por quatro lareiras e possuindo ainda uma galeria alta, uma tribuna de músicos, seis janelas e uma escada helicoidal que estabelece o acesso ao eirado do castelo. Aqui, o destaque reside no balcão com o sistema de abertura de mata-cães.
Os grossos muros de alvenaria aparelhada possuem seteiras de cruzeta rematadas por troneiras e são rematados, superiormente, por fortes merlões quadrangulares. Algumas torres-cubelos reforçam os panos de muralha. A entrada principal é protegida por uma pequena e complexa barbacã, defendendo as portas de acesso, dispostas em diferentes posições e a vários níveis. Na fachada da entrada, virada a sudoeste, destaca-se um cubelo-casamata que assenta num exótico e invulgar contraforte.
Extramuros, mas adossado à fachada principal da muralha, impõe-se uma capela hexagonal consagrada a Nossa Senhora da Encarnação e, contígua, a Casa da Capelania, ambas as construções erguidas de acordo com os cânones do contido vocabulário barroco de Seiscentos, apêndice arquitetónico que suaviza a severa beleza que emana deste soberbo monumento militar.
Mas a história do Castelo da Feira recua longamente no tempo: a colina sobranceira à cidade de Santa Maria da Feira e que abriga a atual fortaleza medieval, tinha servido de local a um santuário pré-romano. Gradualmente, a sua vocação religiosa foi reformulada e este espaço foi reconvertido em fortaleza militar, devido à sua estratégica implantação.
A ocupação muçulmana deixou vestígios na cantaria das muralhas do castelo. Recuperado pelas armas cristãs sob o comando do conde D. Henrique, o castelo converteu-se como ponto militar fulcral na linha de fronteira do Condado Portucalense. Deste período, o Castelo da Feira adotou a austera e robusta volumetria do românico.
Resgatado ao abandono e à destruição dos homens, o Castelo da Feira seria objeto de uma substancial obra de restauro no século XX, levada a cabo pela Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN).
O castelo implanta-se no topo da colina, desenhando uma planta aproximadamente oval, ocupada na parte meridional pelas construções da grandiosa Torre de Menagem e da Alcáçova. Obra do século XV, é marcada por quatro elegantes torreões coroados por coruchéus piramidais.
No interior, a zona baixa da poderosa Torre de Menagem acolheu a Alcáçova palaciana, composta por amplo salão de festas coberto por abóbada gótica, sendo aquecida por quatro lareiras e possuindo ainda uma galeria alta, uma tribuna de músicos, seis janelas e uma escada helicoidal que estabelece o acesso ao eirado do castelo. Aqui, o destaque reside no balcão com o sistema de abertura de mata-cães.
Os grossos muros de alvenaria aparelhada possuem seteiras de cruzeta rematadas por troneiras e são rematados, superiormente, por fortes merlões quadrangulares. Algumas torres-cubelos reforçam os panos de muralha. A entrada principal é protegida por uma pequena e complexa barbacã, defendendo as portas de acesso, dispostas em diferentes posições e a vários níveis. Na fachada da entrada, virada a sudoeste, destaca-se um cubelo-casamata que assenta num exótico e invulgar contraforte.
Extramuros, mas adossado à fachada principal da muralha, impõe-se uma capela hexagonal consagrada a Nossa Senhora da Encarnação e, contígua, a Casa da Capelania, ambas as construções erguidas de acordo com os cânones do contido vocabulário barroco de Seiscentos, apêndice arquitetónico que suaviza a severa beleza que emana deste soberbo monumento militar.
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Como referenciar
Castelo de Santa Maria da Feira na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$castelo-de-santa-maria-da-feira [visualizado em 2026-06-06 18:03:00].
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