categoria
Categorizar é atribuir um predicado, uma qualidade ou um atributo a um sujeito. Na atribuição de categorias o objeto ou o fenómeno é subsumido sob uma categoria, uma classe ou um sistema de conceitos que lhe dá forma. A categorização é, em certa medida, uma classificação: um indivíduo é identificado como membro de uma classe. Pode classificar-se um indivíduo sob uma "classe de pertença" ou uma "categoria de pertença". É assim que, no domínio da psicologia social, as "categorias sociais" (as categorias socioprofissionais, por exemplo) são formas sociais de classificação (classificação dos grupos de pertença pelas suas ações, atitudes ou formas de vida).
Uma nova perspetiva sociológica da categorização surge com Harvey Sacks, que irá marcar a análise de conversação. Nos seus primeiros estudos sobre a categorização, Sacks põe em causa as categorias utilizadas pela Sociologia. Segundo ele, Durkheim empregou uma categoria da linguagem natural, a de "suicído", sem ter analisado a própria categoria, nem descrito os procedimentos utilizados para determinar os suicídos. Sacks demonstrará que existe uma equivalência entre as categorias utilizadas pelos sociólogos e as categorias empregues pelos atores sociais, sejam os polícias, o pessoal hospitalar, os juízes nos tribunais, etc. O que significa que as teorias sociológicas empregam as noções institucionais correntes.
Para Sacks, uma "categoria social" (como "doutor", "mãe", "polícia", "juiz", "turista", "grevista", "assassino", "vítima", "terrorista", "pacifista", etc.) serve para classificar os membros ou os atores e para os identificar como membro de uma classe. O autor emprega a noção de categoria de pertença ("membership category") - para "mulher", "criança", "polícia em uniforme", "enfermeira", "vítima", "amigo", "vizinho", etc. - e a noção de dispositivo de categorização dos membros ("membership categorization devices"), significando estes as "coleções" de categorias - como "família", "sexo", "idade", etc. - com as suas regras de aplicação.
A categoria, ao mesmo tempo que serve para classificar os membros de uma sociedade, tem também um valor operatório. É um utensílio moral de avaliação e prescrição: espera-se que um "padre", um "médico", um "turista" ou um "pai de família" possua certos conhecimentos, manifeste certas competências, reivindique certos direitos, honre certos deveres, se conduza de uma determinada maneira, realize certas tarefas, etc. Deste ponto de vista, a categoria assegura um papel mediador na regulação normativa e moral dos comportamentos; a categoria é um guia para a realização dos comportamentos.
Uma nova perspetiva sociológica da categorização surge com Harvey Sacks, que irá marcar a análise de conversação. Nos seus primeiros estudos sobre a categorização, Sacks põe em causa as categorias utilizadas pela Sociologia. Segundo ele, Durkheim empregou uma categoria da linguagem natural, a de "suicído", sem ter analisado a própria categoria, nem descrito os procedimentos utilizados para determinar os suicídos. Sacks demonstrará que existe uma equivalência entre as categorias utilizadas pelos sociólogos e as categorias empregues pelos atores sociais, sejam os polícias, o pessoal hospitalar, os juízes nos tribunais, etc. O que significa que as teorias sociológicas empregam as noções institucionais correntes.
Para Sacks, uma "categoria social" (como "doutor", "mãe", "polícia", "juiz", "turista", "grevista", "assassino", "vítima", "terrorista", "pacifista", etc.) serve para classificar os membros ou os atores e para os identificar como membro de uma classe. O autor emprega a noção de categoria de pertença ("membership category") - para "mulher", "criança", "polícia em uniforme", "enfermeira", "vítima", "amigo", "vizinho", etc. - e a noção de dispositivo de categorização dos membros ("membership categorization devices"), significando estes as "coleções" de categorias - como "família", "sexo", "idade", etc. - com as suas regras de aplicação.
A categoria, ao mesmo tempo que serve para classificar os membros de uma sociedade, tem também um valor operatório. É um utensílio moral de avaliação e prescrição: espera-se que um "padre", um "médico", um "turista" ou um "pai de família" possua certos conhecimentos, manifeste certas competências, reivindique certos direitos, honre certos deveres, se conduza de uma determinada maneira, realize certas tarefas, etc. Deste ponto de vista, a categoria assegura um papel mediador na regulação normativa e moral dos comportamentos; a categoria é um guia para a realização dos comportamentos.
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Como referenciar
categoria na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$categoria [visualizado em 2026-07-11 23:53:34].
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