Centro Nacional de Arte Georges Pompidou
O Centre National d'Art et de Culture Georges-Pompidou localiza-se na Praça Beaubourg, próximo de Les Halles, no coração do Marais, um dos bairros históricos do centro de Paris. Constitui um edifício plurifuncional com vocação cultural e reúne, para além de um museu de arte moderna, uma biblioteca pública, um centro audiovisual com auditório e uma grande área para exposições temporárias. Foi patrocinado pelo Estado Francês e tinha como objetivo a criação de uma instituição voltada para o grande público.
O concurso público para seleção da equipa projetista, aberto em 1971, teve como vencedores a dupla formada pelos arquitetos Renzo Piano (1937-) e Richard Rogers que apresentaram uma proposta que se fundamentava em dois princípios: sofisticação tecnológica e flexibilidade espacial.
O edifício foi desenhado como um grande armazém com vários pisos suportados por uma superestrutura metálica, formando um esqueleto exterior o que liberta as lages de qualquer ocupação e permite que as fachadas se tornem integralmente transparentes. As grandes vigas pré-fabricadas têm um espaçamento de treze metros e vencem um vão de quarenta e oito metros.
Uma praça fronteira ao edifício prolonga as suas funções e vivências. Todos os elementos construtivos exteriores foram dotados de um código cromático identificador: as escadas e os elevadores são vermelhos, os tubos de ar condicionado azuis, a rede de água verde e os sistemas elétricos amarelos. Estas tubagens mantêm-se aparentes e definem-se como elementos ornamentais, tornando-se particularmente expressivas na fachada nascente. O lado oposto do edifício é dominado pelo longo cilindro transparente suspenso que contém as escadas rolantes e permite em simultâneo uma vista espetacular da cidade. Tipologica e conceptualmente, o Centro Georges Pompidou deriva dos grandes edifícios expositivos do século XIX, em forma de caixas de ferro e vidro que contêm espaços universais capazes de acolher todo o tipo de atividades, oscilando entre o contentor neutro e a gigantesca máquina cultural dotada de significativa musculatura e de infinita flexibilidade funcional. Revelou-se, com o uso, que esta flexibilidade era excessiva e respondia de forma difícil à especificidade funcional que era a de conter obras de arte, o que obrigou à construção de um novo edifício no interior por forma a garantir-se superfície mural suficiente para colocar as obras de arte. Outro dos aspetos mais criticados nos primeiros anos de vida deste edifício foi a sua indiferença em relação à envolvente próxima e a neutralidade e abstração da sua imagem exterior que se revelava incapaz de representabilidade institucional. Apesar disso, o Centro Georges Pompidou foi rapidamente adotado como local de visita pela população parisiense e pelos inúmeros turistas que passam pela capital e transformou-se num centro difusor da cultura contemporânea extremamente ativo e num dos edifícios mais visitados de Paris. Um dos segredos do seu sucesso popular foi sem dúvida o carácter sensacionalista e apelativo da sua arquitetura.
O concurso público para seleção da equipa projetista, aberto em 1971, teve como vencedores a dupla formada pelos arquitetos Renzo Piano (1937-) e Richard Rogers que apresentaram uma proposta que se fundamentava em dois princípios: sofisticação tecnológica e flexibilidade espacial.
Uma praça fronteira ao edifício prolonga as suas funções e vivências. Todos os elementos construtivos exteriores foram dotados de um código cromático identificador: as escadas e os elevadores são vermelhos, os tubos de ar condicionado azuis, a rede de água verde e os sistemas elétricos amarelos. Estas tubagens mantêm-se aparentes e definem-se como elementos ornamentais, tornando-se particularmente expressivas na fachada nascente. O lado oposto do edifício é dominado pelo longo cilindro transparente suspenso que contém as escadas rolantes e permite em simultâneo uma vista espetacular da cidade. Tipologica e conceptualmente, o Centro Georges Pompidou deriva dos grandes edifícios expositivos do século XIX, em forma de caixas de ferro e vidro que contêm espaços universais capazes de acolher todo o tipo de atividades, oscilando entre o contentor neutro e a gigantesca máquina cultural dotada de significativa musculatura e de infinita flexibilidade funcional. Revelou-se, com o uso, que esta flexibilidade era excessiva e respondia de forma difícil à especificidade funcional que era a de conter obras de arte, o que obrigou à construção de um novo edifício no interior por forma a garantir-se superfície mural suficiente para colocar as obras de arte. Outro dos aspetos mais criticados nos primeiros anos de vida deste edifício foi a sua indiferença em relação à envolvente próxima e a neutralidade e abstração da sua imagem exterior que se revelava incapaz de representabilidade institucional. Apesar disso, o Centro Georges Pompidou foi rapidamente adotado como local de visita pela população parisiense e pelos inúmeros turistas que passam pela capital e transformou-se num centro difusor da cultura contemporânea extremamente ativo e num dos edifícios mais visitados de Paris. Um dos segredos do seu sucesso popular foi sem dúvida o carácter sensacionalista e apelativo da sua arquitetura.
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Como referenciar
Centro Nacional de Arte Georges Pompidou na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$centro-nacional-de-arte-georges-pompidou [visualizado em 2026-07-11 23:56:13].
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