cometa
Os cometas são massas, de reduzidas dimensões se comparadas com os planetas, constituídas fundamentalmente por um núcleo rochoso envolvido por camadas de gelo e poeiras. As suas massas podem variar entre algumas dezenas e alguns milhares de quilogramas.
A sua proveniência pode ser o nosso Sistema Solar ou não. No entanto, atualmente os astrónomos acreditam que são oriundos da parte exterior gelada do Sistema Solar, da matéria residual de planetas, num passado remoto. A análise da sua composição química, através da espetroscopia, pode contribuir para a identificação de moléculas existentes em locais distantes do nosso Sistema Solar, eventualmente desconhecidas na Terra. Estes objetos são, por isso, uma fonte de informação importante acerca do nosso Sistema Solar primitivo. Os seus constituintes mais comuns são o metano (CH4), a amónia (NH3) e a água (H2O).
As suas órbitas poderão ser parabólicas, mas são fundamentalmente elípticas, em torno do Sol. Nunca foram observadas órbitas hiperbólicas. As elípticas, em geral, têm grandes excentricidades. O período pode ser de alguns anos (como o caso do cometa de Encke, com um período de 3,3 anos) até alguns milhares de anos (como o Hale-Bopp, com um período de cerca de 2400 anos). Assim, os cometas também podem ser classificados relativamente ao seu período: existem cometas de curto, médio e longo período.
Estes astros, de aparência nebulosa, podem ser visíveis da Terra quando passam nas proximidades do Sol. A sua visibilidade é devida, fundamentalmente, à passagem de algum do seu gelo ao estado gasoso (sublimação), que por sua vez é refletido pelo Sol. Também designados por "bolas de neve sujas", estes objetos celestes são envolvidos por uma camada superficial gasosa em torno do núcleo, a cabeleira. Apresentam também uma cauda, cuja direção é orientada por ação do vento solar sempre na direção oposta à do Sol e cujo comprimento pode atingir algumas centenas de milhões de quilómetros. Depois de sucessivas órbitas, o material volátil e as poeiras podem extinguir-se, o que torna a sua observação muito mais difícil.
Os cometas são considerados, desde tempos imemoriais, pelos mais supersticiosos, portadores de calamidades ou prenúncios de eventos importantes. A sua colisão com a Terra poderia ter efeitos catastróficos a nível biológico, mas a probabilidade de tal ocorrência é infinitesimal. Contudo, alguns cientistas sugerem que no passado poderá ter havido colisões desta natureza, podendo ter tido um papel importante na alteração climática e na extinção dos dinossauros.
Júpiter, devido à sua grande massa, poderá afetar a trajetória de alguns cometas. Em 1992 o cometa Shoemaker-Levi 9 soltou 21 fragmentos que foram absorvidos pelo forte campo gravitacional deste planeta. Durante uma semana, em julho de 1994, estes fragmentos chocaram violentamente com a superfície de Júpiter, atravessando a sua densa atmosfera a velocidades da ordem dos 210 000 km/h. Alguns dos impactos, devido à altíssima energia cinética, produziram explosões com bolas de fogo maiores do que a Terra.
A sua proveniência pode ser o nosso Sistema Solar ou não. No entanto, atualmente os astrónomos acreditam que são oriundos da parte exterior gelada do Sistema Solar, da matéria residual de planetas, num passado remoto. A análise da sua composição química, através da espetroscopia, pode contribuir para a identificação de moléculas existentes em locais distantes do nosso Sistema Solar, eventualmente desconhecidas na Terra. Estes objetos são, por isso, uma fonte de informação importante acerca do nosso Sistema Solar primitivo. Os seus constituintes mais comuns são o metano (CH4), a amónia (NH3) e a água (H2O).
As suas órbitas poderão ser parabólicas, mas são fundamentalmente elípticas, em torno do Sol. Nunca foram observadas órbitas hiperbólicas. As elípticas, em geral, têm grandes excentricidades. O período pode ser de alguns anos (como o caso do cometa de Encke, com um período de 3,3 anos) até alguns milhares de anos (como o Hale-Bopp, com um período de cerca de 2400 anos). Assim, os cometas também podem ser classificados relativamente ao seu período: existem cometas de curto, médio e longo período.
Os cometas são considerados, desde tempos imemoriais, pelos mais supersticiosos, portadores de calamidades ou prenúncios de eventos importantes. A sua colisão com a Terra poderia ter efeitos catastróficos a nível biológico, mas a probabilidade de tal ocorrência é infinitesimal. Contudo, alguns cientistas sugerem que no passado poderá ter havido colisões desta natureza, podendo ter tido um papel importante na alteração climática e na extinção dos dinossauros.
Júpiter, devido à sua grande massa, poderá afetar a trajetória de alguns cometas. Em 1992 o cometa Shoemaker-Levi 9 soltou 21 fragmentos que foram absorvidos pelo forte campo gravitacional deste planeta. Durante uma semana, em julho de 1994, estes fragmentos chocaram violentamente com a superfície de Júpiter, atravessando a sua densa atmosfera a velocidades da ordem dos 210 000 km/h. Alguns dos impactos, devido à altíssima energia cinética, produziram explosões com bolas de fogo maiores do que a Terra.
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Como referenciar
cometa na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$cometa [visualizado em 2026-06-06 07:28:22].
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