Companhia das Lezírias
Um dos principais temas debatidos durante todo o século XIX foi a redistribuição da propriedade, um problema com profundas repercussões a nível social e económico.
No período da Guerra Civil de 1832-1834, os liberais tinham confiscado os bens dos absolutistas, a chamada "indemnização". Este decreto do governo liberal resultou na venda em leilão de muitos bens, comprados pelos liberais mais abastados, na sua maioria industriais e comerciantes.
No ano de 1834, o governo liberal, por decreto de Joaquim António de Aguiar, ordenou a extinção das ordens religiosas, confiscando os seus bens. As vastas propriedades, até então pertencentes ao poder eclesiástico e à coroa portuguesa, foram igualmente vendidas em hasta pública.
Esta legislação liberal resultou numa troca de proprietários; a aristocracia e a Igreja foram despojadas pela burguesia vitoriosa, que arrebatou quase todas as terras e bens nacionalizados. Em 1836 cerca de um quarto dos bens confiscados já tinham ido a leilão contudo este processo só foi concluído aproximadamente uma década depois.
Este movimento de vendas saldou-se na duplicação das receitas públicas nacionais, e num novo regime da propriedade, não sendo permitidas práticas que representassem um retorno ao antigo regime. Algumas das propriedades transacionadas mudaram de dono, enquanto outras foram reduzidas ou alargadas consoante a vontade dos compradores. É o caso das propriedades nas lezírias.
Uma parte considerável das lezírias dos rios Tejo e Sado foram compradas pelo preço de 2 mil contos, por um conjunto de capitalistas, transformando este espaço no património da Companhia das Lezírias.
No período da Guerra Civil de 1832-1834, os liberais tinham confiscado os bens dos absolutistas, a chamada "indemnização". Este decreto do governo liberal resultou na venda em leilão de muitos bens, comprados pelos liberais mais abastados, na sua maioria industriais e comerciantes.
No ano de 1834, o governo liberal, por decreto de Joaquim António de Aguiar, ordenou a extinção das ordens religiosas, confiscando os seus bens. As vastas propriedades, até então pertencentes ao poder eclesiástico e à coroa portuguesa, foram igualmente vendidas em hasta pública.
Esta legislação liberal resultou numa troca de proprietários; a aristocracia e a Igreja foram despojadas pela burguesia vitoriosa, que arrebatou quase todas as terras e bens nacionalizados. Em 1836 cerca de um quarto dos bens confiscados já tinham ido a leilão contudo este processo só foi concluído aproximadamente uma década depois.
Este movimento de vendas saldou-se na duplicação das receitas públicas nacionais, e num novo regime da propriedade, não sendo permitidas práticas que representassem um retorno ao antigo regime. Algumas das propriedades transacionadas mudaram de dono, enquanto outras foram reduzidas ou alargadas consoante a vontade dos compradores. É o caso das propriedades nas lezírias.
Uma parte considerável das lezírias dos rios Tejo e Sado foram compradas pelo preço de 2 mil contos, por um conjunto de capitalistas, transformando este espaço no património da Companhia das Lezírias.
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Como referenciar
Companhia das Lezírias na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$companhia-das-lezirias [visualizado em 2026-06-06 19:30:07].
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