complexo de Electra
O complexo de Electra foi descrito por Sigmund Freud, psicanalista austríaco que fundou a escola da psicanálise.
Ele decorre durante a fase fálica, explicada pela teoria da sexualidade desenvolvida por Freud e seus seguidores.
É a fase que ocorre mais ou menos a partir dos 3 anos e em que se forma, no caso da rapariga, a identidade feminina. É também o momento em que a criança se apercebe das diferenças sexuais entre os pais e entre os pais e ela.
Para Freud, durante esta fase todas as crianças apresentam um conflito interiorem grande parte inconsciente: o desejo de possuir o elemento do sexo oposto e, simultaneamente, a vontade de eliminar o rival do mesmo sexo, por quem experimenta sentimentos ambivalentes de amor e ódio.
No caso das raparigas, estas constróem fantasias de ter ou não pénis, ou seja, há uma aspiração e inveja em relação ao órgão sexual masculino.
A fantasia de uma rapariga, é que ela terá um pénis que lhe vai ser dado pela mãe. Contudo apercebe-se que esta também não o tem e, logo, não o pode dar. Assim, há uma desvalorização do papel da mãe.
A criança vai desenvolver uma relação mais aprofundada com o pai (admirando-o cada vez mais), e de inveja e hostilidade em relação à mãe uma vez que esta é a sua grande rival, formando-se uma relação triangular.
Na fantasia da criança, esta relação consiste em: a mãe é quem fica com o pai, impedindo-a de realizar o desejo inconsciente de ter o pai como ela quer. Assim, a rapariga investe intensamente no pai, criando sentimentos ambivalentes de raiva e ódio e de ternura e carinho em relação à mãe.
No complexo de Electra e, portanto, no caso de uma rapariga, a ausência do órgão sexual masculino é ressentida como um "abandono que ela procura negar, compensar ou reparar". Deste modo, a atração pelo pai é a oportunidade ideal para se vingar da mãe que a abandonou.
Este complexo na criança, vai terminar com o processo de identificação que se faz pela interiorização das imagens paternais idealizadas.
Como a ansiedade de castração feminina, o amor e medo pela mãe e o amor e desejo sexual pelo pai não podem ser resolvidos, as crianças iniciam o processo de identificação com o modelo parental do mesmo sexo. Deste modo, verifica-se que é pelo medo e através da frustração que a criança resolve e ultrapassa este tão famoso complexo.
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