comportamentos de tipo A e B
Estes termos surgiram com um estudo efetuado por dois cardiologistas americanos, Friedman e Rosemman, em 1959, que classificaram dois tipos de comportamentos, denominados de A e B, a partir da relação significativa entre um conjunto de comportamentos e uma maior ocorrência de doenças cardiovasculares.
Existem vários fatores de risco em doenças cardiológicas, nomeadamente a obesidade, o colesterol, o tabagismo, a hereditariedade, a vida sedentária, diabetes e o stress. Mas não podem ficar excluídos alguns fatores psicológicos que podem influenciar este tipo de doenças. Existem alterações emocionais positivas ou negativas que são fatores associados ao desenvolvimento da doença. Segundo a perspetiva de Sherman, a doença coronária pode ser vista como uma alternativa a certas desordens de personalidade, particularmente para aqueles que não admitem não serem bem-sucedidos na sua vida. Nesta perspetiva, muitos homens "escolhem" inconscientemente a crise cardíaca, evitando mostrar as suas fraquezas e vulnerabilidades.
Assim, os pacientes do grupo A são extremamente competitivos, perfeccionistas e gostam de realizar várias tarefas no menor tempo possível. Costumam ser sujeitos explosivos e com uma certa agressividade, obcecados com a ação e com a emoção, resultando numa atitude de contínua e vigorosa luta em direção aos objetivos traçados. Estabelecem metas e objetivos e quando os alcançam, continuam a sentir-se insatisfeitos. Este comportamento tende a ser gerador de tensões internas e conflitos internos. Os pacientes do grupo B demonstram um comportamento totalmente oposto, realizando os seus objetivos com mais tranquilidade e ainda assim podem atingir grandes realizações na sua vida, mas fazem-no com menos stress.
Usando esta classificação, Jenkins, em 1982, encontrou uma tendência superior de doença coronária nos pacientes do grupo A. Não se pretende afirmar que os sujeitos que sofrem de doenças cardiovasculares de um modo geral tenham personalidades idênticas. O que se pretende afirmar é que existem pessoas que têm alguns traços de personalidade, de natureza ansiosa, que são propensas a sofrerem de problemas coronários mais que as pessoas que não apresentam esses traços. Por último, a escola francesa de Pierre Marty afirma que os doentes coronários possuem uma estrutura psicossomática que faz com que a carga das emoções seja transferida para a área somática. Uma das principais características destes indivíduos é a dificuldade em sonhar ou fantasiar.
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