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Confissão e Defesa do Romancista
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Esta conferência integra um série de textos, produzidos por Joaquim Paço d'Arcos, publicada em 1946, sob a forma de discurso, artigo ou ensaio, onde recorrentemente tenta definir a sua postura como romancista, num período particularmente ativo - a década de 40 - na discussão sobre o destino e finalidade do romance português.

Formalmente condenado pela crítica neorrealista por não dar voz nos seus romances aos problemas que angustiavam a sociedade e a temáticas de natureza social, quando reproduz o trecho onde o crítico brasileiro Clóvis Ramalhete pergunta se "Num período de paixões e linhas polémicas contraditórias [...] - é possível esse ângulo quieto, desinteressado e falso da Arte pela Arte, sem traição" (p. 102), Paço d' Arcos advoga a independência do escritor face a sistemas políticos, sociais e doutrinários, considerando que a função do romancista é a de espelhar as inquietações de uma época e não de resolver os seus problemas.

Neste longo depoimento sobre a dificuldade em manter uma posição de equilíbrio sob a pressão de forças doutrinárias opostas, o escritor, compreendendo que a sua posição pode ser confundida com a adoção de um cómodo "ecletismo amorfo" (p. 104), define a missão do escritor como uma "luta intransigente pela independência", onde "contar histórias" e criar beleza são tarefas bastante altas.

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Como referenciar
Confissão e Defesa do Romancista na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$confissao-e-defesa-do-romancista [visualizado em 2026-06-08 11:52:01].

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