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Crise dos Sudetas
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Os sudetas eram todos os alemães que, antes da Segunda Guerra Mundial, residiam nas regiões da Boémia, junto ao Reich, descendentes de colonos alemães, para ali chamados a partir do século XVIII pelos reis daquele país, embora já existissem núcleos remontando à Idade Média.

Depois do advento do nacionalismo checo, no século XIX, ficaram numa situação precária. Aliás, esta região dos sudetas é mesmo incorporada na Checoslováquia no fim da Primeira Guerra Mundial.

Em 1919, os sudetas pedem, em vão, a sua união à Alemanha, sujeitando-se depois à pressão das autoridades checoslovacas.

Em 1933, Konrad Heinlein funda o Partido Alemão dos Sudetas, de inspiração nacional-socialista, que alcança grandes vitórias eleitorais em 1935 e 1938.

Em 1935, este partido, apoiado pela Alemanha nazi de Hitler, inicia uma campanha a favor da separação da Checoslováquia e incorporação na Alemanha, apoiando as reivindicações da minoria alemã da Checoslováquia (3 200 000 sudetas, numa população de 15 000 000 de habitantes, dos quais 7 000 000 checos).

Apesar da França e da Grã-Bretanha insistirem, o Governo checo recusa-se a dar autonomia interna aos sudetas, instalando-se uma grave crise que põe em perigo a paz na Europa.

A questão será resolvida pelo Pacto de Munique, de 29-30 de setembro de 1938, nos termos do qual a Alemanha anexa a região, incorporando-a no III Reich, que será recuperada pela Checoslováquia, no fim da Segunda Guerra Mundial (1945), que expulsa a maioria da população alemã e repovoa a região de checos.

Hoje estima-se que existam ainda cerca de 160 000/200 000 descendentes dos sudetas na sua antiga região histórica.

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Crise dos Sudetas na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$crise-dos-sudetas [visualizado em 2026-06-05 02:31:42].

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