crónica
A crónica é um comentário noticioso de factos, que vive do quotidiano mas não visa a informação. Pode ser uma espécie de narração de acontecimentos, uma apreciação de situações ou, na definição tradicional, assumir-se como relato histórico.
Antigamente, crónica era um relato histórico ou uma narração de factos históricos redigida segundo a ordem do tempo (a palavra grega cronos significa tempo; e em latim chronica dizia-se da narrativa de factos de acordo com o decorrer dos tempos), daí a atribuição na época medieval da designação "crónica" à narração de factos históricos de uma determinada época ou reinado, sendo que o sentido de crónica equivale, pois, nesta época, ao de história ou relato historiográfico. Até Fernão Lopes, a crónica não vai muito além da recompilação de registos anteriores que remetem muitas das vezes para um antepassado comum, a Crónica Geral de Espanha de Alfonso X, composta por volta de 1270, onde o compilador fizera concorrer todo o material que permitisse reconstituir a história peninsular desde as origens, independentemente da sua proveniência: textos de autores latinos clássicos, historiadores e geógrafos árabes, cantares de gesta, cantares jogralescos, cronicões, lendas, registos genealógicos, etc. Esta obra fundadora da historiografia peninsular seria o ponto de referência de numerosas refundições, adaptações e continuações, entre as quais se inscreve a Crónica Geral de Espanha de 1344, a mais antiga compilação histórica em língua portuguesa. A partir de Fernão Lopes, com as crónicas de D. Pedro, D. Fernando e D. João I, o registo cronístico decorre menos de uma refundição do que de uma investigação original e crítica, que seleciona e revê os documentos que deverão concorrer para o relato histórico, que reconstitui a sociedade portuguesa num panorama mais amplo e dinâmico.
A crónica moderna é, muitas vezes, uma apreciação crítica, um comentário ou uma narração de acontecimentos reais ou imaginários, a que se exige oportunidade e carácter pessoal; alterna a subjetividade literária com o relato dos factos. Na crónica, há uma história sobre factos do quotidiano, que servem de motivo para a construção do texto criativo, onde se permitem liberdades literárias, com o recurso às potencialidades estéticas da linguagem.
Atualmente, a crónica é redigida para ser publicada num órgão de comunicação social, o que condiciona as suas propriedades. Deve, por isso, ser curta e leve para não agredir o descanso do leitor; deve evitar os raciocínios e análises complicadas; deve ser lúdica, capaz de seduzir e deleitar o leitor, fazendo-o relaxar depois de ler os problemas que afligem o mundo; e deve incidir em temáticas atuais.
Antigamente, crónica era um relato histórico ou uma narração de factos históricos redigida segundo a ordem do tempo (a palavra grega cronos significa tempo; e em latim chronica dizia-se da narrativa de factos de acordo com o decorrer dos tempos), daí a atribuição na época medieval da designação "crónica" à narração de factos históricos de uma determinada época ou reinado, sendo que o sentido de crónica equivale, pois, nesta época, ao de história ou relato historiográfico. Até Fernão Lopes, a crónica não vai muito além da recompilação de registos anteriores que remetem muitas das vezes para um antepassado comum, a Crónica Geral de Espanha de Alfonso X, composta por volta de 1270, onde o compilador fizera concorrer todo o material que permitisse reconstituir a história peninsular desde as origens, independentemente da sua proveniência: textos de autores latinos clássicos, historiadores e geógrafos árabes, cantares de gesta, cantares jogralescos, cronicões, lendas, registos genealógicos, etc. Esta obra fundadora da historiografia peninsular seria o ponto de referência de numerosas refundições, adaptações e continuações, entre as quais se inscreve a Crónica Geral de Espanha de 1344, a mais antiga compilação histórica em língua portuguesa. A partir de Fernão Lopes, com as crónicas de D. Pedro, D. Fernando e D. João I, o registo cronístico decorre menos de uma refundição do que de uma investigação original e crítica, que seleciona e revê os documentos que deverão concorrer para o relato histórico, que reconstitui a sociedade portuguesa num panorama mais amplo e dinâmico.
A crónica moderna é, muitas vezes, uma apreciação crítica, um comentário ou uma narração de acontecimentos reais ou imaginários, a que se exige oportunidade e carácter pessoal; alterna a subjetividade literária com o relato dos factos. Na crónica, há uma história sobre factos do quotidiano, que servem de motivo para a construção do texto criativo, onde se permitem liberdades literárias, com o recurso às potencialidades estéticas da linguagem.
Atualmente, a crónica é redigida para ser publicada num órgão de comunicação social, o que condiciona as suas propriedades. Deve, por isso, ser curta e leve para não agredir o descanso do leitor; deve evitar os raciocínios e análises complicadas; deve ser lúdica, capaz de seduzir e deleitar o leitor, fazendo-o relaxar depois de ler os problemas que afligem o mundo; e deve incidir em temáticas atuais.
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Como referenciar
crónica na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$cronica [visualizado em 2026-06-06 03:46:30].
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