Morte no Parque

Lourenço Seruya

A Mais Bela Maldição

Rui Couceiro

As Rosas de Barbacena

Alberto S. Santos

Tempo de leitura1 min

Cruz e Silva
favoritos

Poeta português, António Dinis da Cruz e Silva nasceu em 1731, em Lisboa, e faleceu em 1799, no Rio de Janeiro. Oriundo de uma modesta família lisboeta, estudou nos Oratorianos e licenciou-se em Leis na Universidade de Coimbra. Foi juiz de fora em Castelo de Vide, em 1759, e juiz auditor militar em Elvas, em 1764. Foi depois nomeado desembargador da Relação do Rio de Janeiro, tendo mais tarde regressado a Portugal como juiz da Relação do Porto. Voltou ao Brasil em 1790 para julgar os implicados na revolução de Tiradentes, na qual estava implicado o poeta Tomás Gonzaga.

Poeta do Neoclassicismo, foi um dos fundadores da Arcádia Lusitana ou Ulissiponense, em 1756, adotando o pseudónimo de Elpino Nonacriense. Admirador da ideologia pombalina, exaltou literariamente, em 1755, o marquês em Falso Heroísmo.

A sua obra, constituída por géneros diversos, da ode ao drama lírico e à sátira, obedece aos preceitos antibarrocos, imitando os poetas neoclássicos franceses. Na sua poesia notam-se as recordações que a passagem pelo Brasil, enquanto desembargador e juiz da rebelião da Inconfidência Mineira, lhe deixaram. Para além do género dramático, também fez, segundo parece, uns estudos mineralógicos, que integram a sua extensa obra só postumamente publicada na totalidade.

Na sua escrita, cheia de artificialismo estético, interessou-se pela descrição da realidade e pelas diversas sensações que esta desperta, negando qualquer manifestação lírica pessoal.
Além de poemas vários, escreveu o Hissope, poema heroico-cómico, considerado um dos melhores exemplos do Neoclassicismo português.

Partilhar
  • partilhar whatsapp
Como referenciar
Cruz e Silva na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$cruz-e-silva [visualizado em 2026-06-25 17:47:51].

Morte no Parque

Lourenço Seruya

A Mais Bela Maldição

Rui Couceiro

As Rosas de Barbacena

Alberto S. Santos