D. Branca
Poema lírico-narrativo, datado do primeiro exílio de Garrett, em 1826, que aborda um episódio lendário da história nacional relacionado com a época evocada no título (D. Branca ou a conquista do Algarve): a história de amor infeliz entre a infanta D. Branca e o rei mouro Aben-Afan. Repudiando a mitologia greco-latina e druídica em favor do "maravilhoso" popular nacional, Garrett terá pretendido, como confirma numa nota à "Memória ao Conservatório Real", de 1844, escrita a respeito do Frei Luís de Sousa, convidar os jovens escritores a "entrar por sua antiga história a descobrir campo, a colher pelas ruínas de seus tempos heroicos os tipos de uma poesia mais nacional e mais natural".
D. Branca, a par do poema Camões, publicado um ano antes, é considerada uma das obras fundadoras do gosto romântico na literatura portuguesa.
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