Daniel Andersson
Escritor sueco, Daniel Andersson nasceu a 6 de abril de 1888, em Skattlösberg, Grangärde.
O pai era um professor autodidata e muito religioso que, para além de ensinar as crianças na pequena escola local, encadernava livros como fonte adicional de rendimento.
Daniel Andersson passou uma juventude deambulante, trabalhando ora como carpinteiro, ora como orador do movimento de temperança, operário fabril e caixeiro-viajante.
Aos quatorze anos, foi enviado para os Estados Unidos da América, para trabalhar na quinta dos seus tios durante oito meses, regressando apenas com calos nas mãos.
Em 1905, o seu pai, Adolf Andersson, alugou um casario denominado Mårtenstorp, onde tentou a sua sorte como carvoeiro, profissão que Dan Andersson passou a desempenhar até 1908. Nesse período seria também vendedor de facas, operário numa fábrica de papel e professor suplente.
Em 1908, a família mudou-se de novo para Skattlösberg, onde Dan Andersson passou a exercer o ofício de sapateiro.
Dois anos depois, foi recrutado para o serviço militar, mas acabou por ser recambiado por ter contraído tuberculose. Passou então uma fase em que trabalhou ocasionalmente como conferencista ambulante ao serviço de uma sociedade de educação popular, escrevendo poemas nos tempos vagos, ou nos casarios abandonados por onde a sua vida vagabunda o levava.
A partir de 1913, decidiu dedicar-se por inteiro à escrita e, no ano seguinte, conseguiu publicar o seu primeiro livro, Kolarhistories (1914, Contos do Carvoeiro), seguido de Kolvaktarens Visor (1915, Canções do Vigia de Carvão). No ano de 1914, deu início a um curso liceal em Brunnsvik, onde conheceu pessoas influentes que o passaram a auxiliar, como Niklas Bergius, aí professor, e Richard Sandler, que viria a ser Ministro dos Negócios Estrangeiros, conseguindo terminar com sucesso no ano seguinte. Publicou depois uma coletânea de contos, Det Kallas Vidskepelse (1916).
Em 1917, começou a trabalhar para o jornal Ny Tid de Götenborg, mas demitiu-se no ano seguinte, para regressar a Gräsberg, para onde a família se havia mudado em 1915.
Casou-se então com Olga Turesson, estabelecendo-se na pequena aldeia de Gonäs, onde a sua esposa lecionava. Continuou, no entanto, a viajar pelo país, visitando os amigos, incansavelmente.
A sua situação financeira nunca melhorou, apesar de algumas bolsas que conseguiu e de contribuições para a imprensa.
Durante uma das suas muitas visitas a Estocolmo, num quarto de hotel mal ventilado, Andersson faleceu vítima de envenenamento por cianeto inseticida, a 16 de setembro de 1920.
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