Danny Lyon
Fotógrafo norte-americano, Danny Lyon nasceu em 1942, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.
Foi um autodidata na fotografia. Licenciou-se em História na Universidade de Chicago. Em 1963 integra, como fotógrafo, um movimento estudantil de luta pelos direitos civis nos Estados Unidos da América.
É a partir desta altura que começa a destacar-se dentro de um novo estilo de jornalismo, o New Journalism, em que procurava tomar parte e participar no objeto da sua fotografia. The Movement (1964), obra documental sobre o movimento de luta pelos direitos civis, The Bikeriders (1967), registo sobre a vida de um grupo de motociclistas foras da lei, ou Conversations with the Dead (1971), sobre a vida dos presidiários no Texas, são alguns dos seus principais trabalhos decorrentes desta forma de encarar a fotografia e o seu trabalho. Hugh Edwards foi um dos principais mentores de Lyon, incutindo-lhe uma visão crítica sobre a sociedade.
Em 1970, torna-se membro da agência Magnum.
Danny Lyon é um artista que procura intervir socialmente através da sua arte e consegue o captando magistralmente momentos que ficam registados na memória do público. Mais do que isso, Lyon consegue também envolver-se pessoalmente nos acontecimentos que regista através da sua câmara, como que testemunhando tudo aquilo que lhe merece aversão, para o dar a conhecer através das suas fotografias. É nesse sentido que muitos dos seus trabalhos são considerados verdadeiros testemunhos da História.
Muitos dos trabalhos de Lyon exigiram os seu envolvimento pessoal, facto que não raras vezes o colocou sob ameaça e até perigo de vida. Mas Lyon necessitava de se envolver pessoalmente, numa tentativa de conseguir descrever com exatidão o que se passava à margem da sociedade. Os seus trabalhos sobre as tensões raciais, os motociclistas foras da lei ou sobre as desigualdades sociais refletem essa mesma necessidade de testemunhar e dar a conhecer o que é marginal.
Depois de assistir, e sobreviver, a vários momentos conturbados e até violentos da História, Lyon acabaria por se dedicar a um tipo de registo mais introspetivo. Em 1989 publica uma série de impressões em polaroid sobre os seus próprios filhos (I Like to Eat Right on the Dirt), trabalho que marca a transição para uma fase mais introspetiva e pessoal.
Num artigo publicado por Lyon na Aperture, o fotógrafo lamenta as cada vez mais reduzidas oportunidades de se fazer e publicar hoje em dia um fotojornalismo verdadeiramente incisivo e crítico.
O trabalho de Danny Lyon já foi distinguido por duas vezes pela Fundação de Guggenheim, entre outras várias distinções. As suas fotografias já passaram por instituições de renome como o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, o Instituto de Arte de Chicago e o Centro de Fotografia Criativa da Universidade do Arizona.
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