Descoberta e Exploração da Madeira
Existem várias versões no que respeita à descoberta da ilha da Madeira. Segundos alguns historiadores, a ilha já seria conhecida no século XIV. Alguns documentos, como o Libro del conoscimento de todos los Reynos, assim como as cartografias italiana e catalã do mesmo século, têm servido de fundamento a esta versão. Um outro grupo de historiadores afirma que a descoberta da ilha se deve a João Gonçalves Zarco, contudo é provável que a ilha tenha sido avistada pela primeira vez aquando das expedições luso-genovesas às Canárias (1341) no reinado de D. Afonso IV.
A data oficial da descoberta ou redescoberta remonta a 1419. O nome de João Gonçalves Zarco surge desde então ligado a este facto, por este ter iniciado a colonização da ilha com a autorização do Infante D. Henrique, grão-mestre da Ordem de Cristo e, logo, senhor temporal e espiritual da Madeira. Outros dois nomes também relevantes para a colonização do arquipélago foram Tristão Vaz Teixeira (parte setentrional da ilha da Madeira) e Bartolomeu Perestrelo (na ilha de Porto Santo).
Os três capitães-donatários levaram, na primeira viagem, as respetivas famílias, um pequeno grupo de pessoas da pequena nobreza, gente de condições modestas e alguns antigos presos do reino. Para auferirem de condições mínimas para o desenvolvimento da agricultura, tiveram que desbastar uma parte da densa floresta de laurissilva e construir um grande número de canalizações de água (levadas), visto que numa parte da ilha havia água em excesso enquanto na outra esta escasseava. Nos primeiros tempos, o peixe constituía o principal meio de subsistência dos povoadores assim como os produtos horto-frutícolas.
A primeira atividade agrícola local com grande relevo foi a cultura cerealífera do trigo. Inicialmente, os colonizadores produziam trigo para a sua própria subsistência mas, mais tarde, este passou a ser um produto de exportação para o reino.
Inexplicavelmente, a produção cerealífera entrou em queda. Para superar a crise, o Infante D. Henrique mandou plantar cana-de-açúcar que tinha comprado para o efeito na Sicília.
Em 1452, o mesmo D. Henrique e Diogo de Teive celebraram a construção de um engenho hidráulico que se destinava à moagem do açúcar. A produção de açúcar atraiu à ilha comerciantes judeus, genoveses e portugueses. A cultura da cana foi por excelência um dinamizador da economia insular. A produção da cultura sacarina cresceu de tal forma que surgiu uma grande necessidade de mão de obra. Para satisfazer esta carência foram levados para a ilha escravos originários das Canárias, de Marrocos e, mais tarde, de outras zonas de África. Em 1556 partiu um grande carregamento de açúcar para Bristol. A exportação do açúcar foi a principal atividade económica do arquipélago madeirense até ao século XVI, altura em que o açúcar das Canárias e, principalmente, do Brasil (a partir de 1530) entram no mercado e começam a fazer concorrência. Nos finais do mesmo século a cultura do vinho ganhou predominância.
A data oficial da descoberta ou redescoberta remonta a 1419. O nome de João Gonçalves Zarco surge desde então ligado a este facto, por este ter iniciado a colonização da ilha com a autorização do Infante D. Henrique, grão-mestre da Ordem de Cristo e, logo, senhor temporal e espiritual da Madeira. Outros dois nomes também relevantes para a colonização do arquipélago foram Tristão Vaz Teixeira (parte setentrional da ilha da Madeira) e Bartolomeu Perestrelo (na ilha de Porto Santo).
Os três capitães-donatários levaram, na primeira viagem, as respetivas famílias, um pequeno grupo de pessoas da pequena nobreza, gente de condições modestas e alguns antigos presos do reino. Para auferirem de condições mínimas para o desenvolvimento da agricultura, tiveram que desbastar uma parte da densa floresta de laurissilva e construir um grande número de canalizações de água (levadas), visto que numa parte da ilha havia água em excesso enquanto na outra esta escasseava. Nos primeiros tempos, o peixe constituía o principal meio de subsistência dos povoadores assim como os produtos horto-frutícolas.
Inexplicavelmente, a produção cerealífera entrou em queda. Para superar a crise, o Infante D. Henrique mandou plantar cana-de-açúcar que tinha comprado para o efeito na Sicília.
Em 1452, o mesmo D. Henrique e Diogo de Teive celebraram a construção de um engenho hidráulico que se destinava à moagem do açúcar. A produção de açúcar atraiu à ilha comerciantes judeus, genoveses e portugueses. A cultura da cana foi por excelência um dinamizador da economia insular. A produção da cultura sacarina cresceu de tal forma que surgiu uma grande necessidade de mão de obra. Para satisfazer esta carência foram levados para a ilha escravos originários das Canárias, de Marrocos e, mais tarde, de outras zonas de África. Em 1556 partiu um grande carregamento de açúcar para Bristol. A exportação do açúcar foi a principal atividade económica do arquipélago madeirense até ao século XVI, altura em que o açúcar das Canárias e, principalmente, do Brasil (a partir de 1530) entram no mercado e começam a fazer concorrência. Nos finais do mesmo século a cultura do vinho ganhou predominância.
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Como referenciar
Descoberta e Exploração da Madeira na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$descoberta-e-exploracao-da-madeira [visualizado em 2026-06-11 21:43:59].
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Descoberta e Exploração da Madeira na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$descoberta-e-exploracao-da-madeira [visualizado em 2026-06-11 21:43:59].