dialética
A dialética integrava as sete artes liberais, que faziam parte da educação medieval, a saber: o trivium (gramática, retórica e dialética) e o quadrivium (aritmética, geometria, astronomia e música).
É também uma disciplina filosófica. Podem ser encontrados dois grandes momentos na história da filosofia: um com Sócrates e outro com Hegel. Na Grécia, "dialética" significava a arte de discussão em geral. Para Sócrates assumia-se sobretudo como o meio de bem pensar. Era, então, um método que permitia, de modo gradual, ter acesso à verdade. Um bom exemplo disso mesmo são os diálogos platónicos, nos quais Sócrates aparece como o condutor da discussão que vai elevando, dialeticamente, a alma daquele com quem discute. O processo é sempre o de uma espécie de luta entre dois polos, estabelecidos no diálogo como pergunta e resposta, que forma uma tensão sucessivamente mais intensa e que culmina no esclarecimento ou iluminação daquele que é interrogado - a este método chamava Sócrates maiêutica.
Ainda no tempo de Sócrates a dialética era usada num outro sentido pelos sofistas, para os quais ela era apenas um modo de iludir, através das palavras, o auditório. Esta atitude erística (do grego: eristiké, "discussão") foi constantemente criticada por Sócrates, para quem, pelo contrário, ela deveria servir para tornar ativo o auditório e não passivo.
Todavia, é com Hegel que a dialética vai assumir uma pujança nunca antes vista. Ela é para este filósofo não só o processo do pensamento, mas do próprio real; todo o existente é dialético, pois tudo comunga do mesmo modo de evolução: a dialética. Quer isto dizer que para Hegel tudo evolui através de três momentos: primeiro uma afirmação, depois uma negação e, finalmente, uma negação dessa negação. A inovação é, desde logo, o facto de o segundo momento, a negação, ser entendida aqui como uma afirmação, mas uma afirmação em sentido oposto à do primeiro momento. Por outro lado o terceiro momento não se limita a ser a negação do anterior mas um momento em que se supera a tese (afirmação) e a antítese (negação), contendo-as simultaneamente.
Com Marx, a dialética hegeliana sofreu uma inversão, mantendo-se apenas o método ou estrutura, pois com Hegel este processo significava a elevação da matéria à qualidade de espírito e em Marx o mundo é entendido apenas como matéria (por isso se chamou o seu sistema de materialismo dialético). No lugar em que Hegel punha o espírito Marx põe a matéria. A dialética é aqui o mecanismo revolucionário do processo histórico, processo este movido exclusivamente por forças materiais, traduzidas na força bruta das revoluções que pretendem alterar o sentido da história.
É também uma disciplina filosófica. Podem ser encontrados dois grandes momentos na história da filosofia: um com Sócrates e outro com Hegel. Na Grécia, "dialética" significava a arte de discussão em geral. Para Sócrates assumia-se sobretudo como o meio de bem pensar. Era, então, um método que permitia, de modo gradual, ter acesso à verdade. Um bom exemplo disso mesmo são os diálogos platónicos, nos quais Sócrates aparece como o condutor da discussão que vai elevando, dialeticamente, a alma daquele com quem discute. O processo é sempre o de uma espécie de luta entre dois polos, estabelecidos no diálogo como pergunta e resposta, que forma uma tensão sucessivamente mais intensa e que culmina no esclarecimento ou iluminação daquele que é interrogado - a este método chamava Sócrates maiêutica.
Ainda no tempo de Sócrates a dialética era usada num outro sentido pelos sofistas, para os quais ela era apenas um modo de iludir, através das palavras, o auditório. Esta atitude erística (do grego: eristiké, "discussão") foi constantemente criticada por Sócrates, para quem, pelo contrário, ela deveria servir para tornar ativo o auditório e não passivo.
Todavia, é com Hegel que a dialética vai assumir uma pujança nunca antes vista. Ela é para este filósofo não só o processo do pensamento, mas do próprio real; todo o existente é dialético, pois tudo comunga do mesmo modo de evolução: a dialética. Quer isto dizer que para Hegel tudo evolui através de três momentos: primeiro uma afirmação, depois uma negação e, finalmente, uma negação dessa negação. A inovação é, desde logo, o facto de o segundo momento, a negação, ser entendida aqui como uma afirmação, mas uma afirmação em sentido oposto à do primeiro momento. Por outro lado o terceiro momento não se limita a ser a negação do anterior mas um momento em que se supera a tese (afirmação) e a antítese (negação), contendo-as simultaneamente.
Com Marx, a dialética hegeliana sofreu uma inversão, mantendo-se apenas o método ou estrutura, pois com Hegel este processo significava a elevação da matéria à qualidade de espírito e em Marx o mundo é entendido apenas como matéria (por isso se chamou o seu sistema de materialismo dialético). No lugar em que Hegel punha o espírito Marx põe a matéria. A dialética é aqui o mecanismo revolucionário do processo histórico, processo este movido exclusivamente por forças materiais, traduzidas na força bruta das revoluções que pretendem alterar o sentido da história.
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Como referenciar
dialética na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$dialetica [visualizado em 2026-06-23 20:12:58].
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