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Duarte da Gama
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Poeta palaciano e fidalgo da corte de D. João II, nascido no século XV, cujo trabalho poético se encontra coligido no Cancioneiro Geral que apresenta, entre outros textos, A Morte deste Cavalo, Aquesta real partida, As cousas daquesta vida, Dino é d'haver perdam e Levareis, Senhor, na mão.
A produção poética de Duarte da Gama inclui a intervenção em certames coletivos de tema amoroso e jocoso, de iniciativa própria ou alheia, mas distingue-se, acima de tudo, por um conjunto de composições individuais de crítica social, num registo por vezes satírico. Assume, numa glosa a uma trova de D. João de Meneses, uma postura antiaventura expansionista, denunciando a ambição dos navegadores, porque "...quem vai de foz em fora, / nam vai por sua nobreza, / mas por ir contra proveza / e ancora / com amarras na riqueza.", denúncia, aliás, retomada numa carta a Diogo Brandão fundada sobre a oposição vida no campo / constrangimentos da vida na corte.
Numa escala mais ampla, as "Trovas (...) as desordeens que agora se / costumam em Portugal" confirmam esta afirmação individual de um eu oposto aos outros, colocado na charneira entre o passado e um presente minado pela ambição e pela futilidade, onde "Já ninguem nam quer usar / da nobreza dos passados..." e "S'algûu quer ser caçador / nom é senam de dinheiro.

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Como referenciar
Duarte da Gama na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$duarte-da-gama [visualizado em 2026-06-07 19:24:58].

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