Emil Kraepelin
Psiquiatra alemão, Emil Kraepelin nasceu a 15 de fevereiro de 1856 em Neustrelitz (Mecklemburgo), mas foi em Würzburg que começou os seus estudos de Medicina. Em 1876, num curso numa estância em Leipzig, assistiu a um laboratório de psicologia experimental de Wilhelm Wundt, que viria a decidir a orientação da sua carreira. Dois anos mais tarde, em 1878, concluiu o seu curso de Medicina com a tese sobre o lugar da psicologia na psiquiatria.
Empregou as técnicas experimentais de Wundt para estudar os efeitos da droga, do álcool e da fadiga nas funções psicológicas e em 1881 publicou um estudo sobre a influência das doenças infeciosas no surgimento de doenças mentais.
Escreveu depois o seu Compendium der Psychiatric (1883), onde apresentou a nosologia, a sua classificação de perturbações mentais.
Fez uma divisão de doenças mentais em exógenas (causadas por condições externas e consideradas curáveis) e endógenas (que tinham causas biológicas, tais como danos cerebrais, disfunções metabólicas ou fatores hereditários, vistas como incuráveis).
Para Kraepelin, a psicose maníaco-depressiva e a melancolia eram consideradas doenças exógenas e portanto tratáveis, enquanto a esquizofrenia seria endógena e portanto intratável.
Distinguiu pelo menos três variedades clínicas da esquizofrenia: catatonia, em que as atividades motoras estavam perturbadas (excessivas ou inibidas), hebefrenia, caracterizada por reações e comportamentos emocionais inapropriados e a paranoia, caracterizada por alucinações e ilusões de grandeza e de perseguição.
Nomeado em 1886 professor de psiquiatria na Universidade de Dorpat, hoje Tartu na Estónia, deixou este posto em 1890. Kraepelin encarregou-se em 1903 da cátedra de psiquiatria em Munique e assumiu a direção da nova clínica universitária, que, devido ao seu impulso, adquiriu fama internacional. Na primavera de 1918, graças aos seus auspícios foi diretor do Instituto Alemão de Investigação Psiquiátrica em Munique, cuja existência, ameaçada pela crise económica do pós-guerra, foi salva graças ao apoio financeiro da Fundação Rockefeller, alguns meses antes da morte de Kraepelin, a 7 de outubro de 1926.
Empregou as técnicas experimentais de Wundt para estudar os efeitos da droga, do álcool e da fadiga nas funções psicológicas e em 1881 publicou um estudo sobre a influência das doenças infeciosas no surgimento de doenças mentais.
Escreveu depois o seu Compendium der Psychiatric (1883), onde apresentou a nosologia, a sua classificação de perturbações mentais.
Fez uma divisão de doenças mentais em exógenas (causadas por condições externas e consideradas curáveis) e endógenas (que tinham causas biológicas, tais como danos cerebrais, disfunções metabólicas ou fatores hereditários, vistas como incuráveis).
Para Kraepelin, a psicose maníaco-depressiva e a melancolia eram consideradas doenças exógenas e portanto tratáveis, enquanto a esquizofrenia seria endógena e portanto intratável.
Distinguiu pelo menos três variedades clínicas da esquizofrenia: catatonia, em que as atividades motoras estavam perturbadas (excessivas ou inibidas), hebefrenia, caracterizada por reações e comportamentos emocionais inapropriados e a paranoia, caracterizada por alucinações e ilusões de grandeza e de perseguição.
Nomeado em 1886 professor de psiquiatria na Universidade de Dorpat, hoje Tartu na Estónia, deixou este posto em 1890. Kraepelin encarregou-se em 1903 da cátedra de psiquiatria em Munique e assumiu a direção da nova clínica universitária, que, devido ao seu impulso, adquiriu fama internacional. Na primavera de 1918, graças aos seus auspícios foi diretor do Instituto Alemão de Investigação Psiquiátrica em Munique, cuja existência, ameaçada pela crise económica do pós-guerra, foi salva graças ao apoio financeiro da Fundação Rockefeller, alguns meses antes da morte de Kraepelin, a 7 de outubro de 1926.
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Como referenciar
Emil Kraepelin na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$emil-kraepelin [visualizado em 2026-06-10 22:46:05].
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