escudeiro
O escudeiro não fidalgo era um pajem que estava encarregado de levar o escudo, o elmo, a lança e o cavalo do cavaleiro enquanto este não precisasse deles. Ajudavam o senhor a vestir-se e combatiam com ele.
Era também o homem, armado com uma lança e um escudo, que acompanhava os imperadores quando estes iam para a guerra. Os escudeiros destes dois géneros usavam um traje característico.
Fora do âmbito militar designava o criado de pessoas nobres, que acompanhava as senhoras a pé ou a cavalo. Como possuía um estatuto elevado dentro da escala dos serviçais, era encarregado pelo senhor de tarefas que o lacaio não podia cumprir.
Designou igualmente o homem importante que era elevado a esta categoria por ter prestado algum serviço de destaque.
Na corte de Portugal era um título honorífico dado a alguns funcionários, devendo por exemplo o meirinho da corte ser um escudeiro de linhagem (segundo as "Ordenações Afonsinas").
Este título podia também designar aquele que fazia escudos.
Durante o século XIV eram assim intituladas as pessoas que não tinham terras próprias, sendo o quarto grupo da hierarquia da nobreza. Se se destacassem em feitos de armas, veladas de armas ou fossem agraciados por pessoas da alta nobreza (como príncipes, reis, ricos-homens) podiam atingir o estatuto de cavaleiros. Bastantes vezes o escudeiro fidalgo tinha o mesmo estatuto que o cavaleiro, diferindo apenas o título.
Os escudeiros podiam não ser fidalgos, havendo escudeiros de criação de fidalgos e os de linhagem e privilégio.
Até ao século XV era um título de grande honra, sendo inclusive atribuído aos príncipes antes de se tornarem cavaleiros. Como se generalizou foi gradualmente perdendo prestígio.
As "Ordenações Filipinas" determinavam quatro classes de escudeiros: primeiro, aqueles a quem o rei deu foro na Casa Real; segundo, aqueles a quem uma carta ou privilégio do rei lhes deu foro na Casa Real mas que efetivamente não o têm; terceiro, aqueles que têm foro dado por prelados, fidalgos e senhores; e quarto, os que descendem de qualquer das classes anteriores e são por isso de linhagem.
As regalias de que usufruíam iam desde a isenção de pagamento das fintas dos concelhos no caso de serem de criação de um fidalgo ou de linhagem e possuíssem couraça e lembrança de mais de dezoito palmos até à atenuação de penas.
No século XVIII a ascensão fazia-se da seguinte forma: os moços de câmara que entravam para a Casa Real ascendiam a escudeiros fidalgos e depois a cavaleiros; e os moços fidalgos, ao atingir os vinte anos obtinham o grau de fidalgos escudeiros e após serem armados tornavam-se fidalgos cavaleiros.
Era também o homem, armado com uma lança e um escudo, que acompanhava os imperadores quando estes iam para a guerra. Os escudeiros destes dois géneros usavam um traje característico.
Fora do âmbito militar designava o criado de pessoas nobres, que acompanhava as senhoras a pé ou a cavalo. Como possuía um estatuto elevado dentro da escala dos serviçais, era encarregado pelo senhor de tarefas que o lacaio não podia cumprir.
Designou igualmente o homem importante que era elevado a esta categoria por ter prestado algum serviço de destaque.
Na corte de Portugal era um título honorífico dado a alguns funcionários, devendo por exemplo o meirinho da corte ser um escudeiro de linhagem (segundo as "Ordenações Afonsinas").
Este título podia também designar aquele que fazia escudos.
Durante o século XIV eram assim intituladas as pessoas que não tinham terras próprias, sendo o quarto grupo da hierarquia da nobreza. Se se destacassem em feitos de armas, veladas de armas ou fossem agraciados por pessoas da alta nobreza (como príncipes, reis, ricos-homens) podiam atingir o estatuto de cavaleiros. Bastantes vezes o escudeiro fidalgo tinha o mesmo estatuto que o cavaleiro, diferindo apenas o título.
Os escudeiros podiam não ser fidalgos, havendo escudeiros de criação de fidalgos e os de linhagem e privilégio.
Até ao século XV era um título de grande honra, sendo inclusive atribuído aos príncipes antes de se tornarem cavaleiros. Como se generalizou foi gradualmente perdendo prestígio.
As "Ordenações Filipinas" determinavam quatro classes de escudeiros: primeiro, aqueles a quem o rei deu foro na Casa Real; segundo, aqueles a quem uma carta ou privilégio do rei lhes deu foro na Casa Real mas que efetivamente não o têm; terceiro, aqueles que têm foro dado por prelados, fidalgos e senhores; e quarto, os que descendem de qualquer das classes anteriores e são por isso de linhagem.
As regalias de que usufruíam iam desde a isenção de pagamento das fintas dos concelhos no caso de serem de criação de um fidalgo ou de linhagem e possuíssem couraça e lembrança de mais de dezoito palmos até à atenuação de penas.
No século XVIII a ascensão fazia-se da seguinte forma: os moços de câmara que entravam para a Casa Real ascendiam a escudeiros fidalgos e depois a cavaleiros; e os moços fidalgos, ao atingir os vinte anos obtinham o grau de fidalgos escudeiros e após serem armados tornavam-se fidalgos cavaleiros.
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Como referenciar
escudeiro na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$escudeiro [visualizado em 2026-06-23 17:30:26].
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