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Eurico, o Presbítero
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Romance histórico da autoria de Alexandre Herculano de que foram publicados alguns fragmentos nas revistas O Panorama e Revista Universal Lisbonense, editado em volume em 1844.
Tomando como cenário a época de dissolução moral e política do fim da monarquia visigótica na Península Ibérica, o autor aborda o problema ético-religioso do celibato, através da personagem central de Eurico, antigo gardingo tornado presbítero de Carteia por causa do amor impossível por Hermengarda, a nobre irmã de Pelágio, autor de hinos inspirados por Deus e pela Pátria.
Quando a sua pátria e a sua religião se veem ameaçadas, Eurico repõe as vestes de guerreiro e transforma-se no Cavaleiro Negro, combatendo heroicamente os árabes. No fim, tendo reencontrado Hermengarda, mas ciente de que o seu amor é sacrílego, vai procurar a morte na batalha contra os invasores, enquanto a sua amada enlouquece. Na figura extraordinária do protagonista, na expressão do pessimismo social, na exaltação patriótica, no ascetismo profético, a obra espelha bem a idiossincrasia romântica do seu autor. Eurico, o Presbítero, que o próprio Herculano considerou uma "crónica-poema, lenda ou o que quer que seja", apresenta-se eivada mais de efabulação poética do que propriamente romanesca, constituindo, assim, uma obra única do romantismo português.

Capa de "Eurico, o Presbítero e O Bobo", um livro que reúne dois romances históricos de Alexandre Herculano
Capa do livro "Eurico, o Presbítero"
Em <i>Eurico, o Presbítero</i>, Alexandre Herculano aborda o problema ético-religioso do celibato
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Porto Editora – Eurico, o Presbítero na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-04-18 03:04:16]. Disponível em

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