febre-amarela
A febre-amarela é uma doença que afeta o homem e os macacos, sendo causada por um vírus pertencente ao grupo dos flavivírus, o qual tem como hospedeiro intermédio obrigatório algumas espécies de mosquitos.
O primeiro registo da ocorrência de febre-amarela data de 1648, na península do Yucatão (México). Durante quase dois séculos esta infeção constituiu-se como uma importante e grave doença, especialmente na zona da América Central e do Sul, registando-se nos Estados Unidos da América, apenas durante o século XIX, cerca de 500 000 casos, detetados sobretudo em zonas de portos.
A febre-amarela afeta vários órgãos internos, principalmente os rins e o fígado. Após um período inicial de incubação (3 a 6 dias) a doença desenvolve-se em três fases sucessivas: primeiro, a fase de infeção, em que o vírus se encontra no sangue, surgindo dores de cabeça, musculares e de costas, acompanhadas de febre alta, náuseas e vómitos. Segue-se a fase de remissão, em que se mantêm os sintomas, e, por fim, a fase de intoxicação, durante a qual a febre sobe ainda mais, surge um vómito negro (resultante da ocorrência de sangramento estomacal), ocorrem falhas renais (que originam a presença de albumina na urina) e surge um tom amarelado na pele, devido a problemas no fígado. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e os 50%, uma vez que o tratamento se limita a diminuir os danos corporais (diálise renal, fornecimento de oxigénio, transfusões sangue, etc.) e não existe terapia antiviral específica. A vacinação é o único modo de prevenção desta doença, devendo ser aplicada massivamente nas regiões endémicas e aos viajantes e turistas que tenham como destino essas zonas.
Até ao início do século XIX, pensava-se que o contacto com os objetos de pessoas infetadas seria o veículo de transmissão desta doença, facto desmentido em 1900 pelas investigações de Walter Reed (cirurgião do exército dos EUA.) que, recorrendo a voluntários, mostrou que o contacto com objetos - mesmo sujos com o vómito negro dos doentes - não causava a doença, contrariamente ao que ocorria com a picada de mosquitos que antes tivessem picado doentes. Usando injeções de sangue contaminado, previamente passado por um filtro bacteriano, Reed comprovou que, mesmo assim, a febre-amarela surgia nos indivíduos injetados, pelo que o agente seria ainda menor que as bactérias: um vírus, transmissível através da picada de mosquitos, os quais funcionam como hospedeiros intermediários. Estabelecendo as bases de um programa de erradicação dos mosquitos, rapidamente as investigações de Reed conduziram à quase eliminação desta doença em Cuba e em vastas áreas da América Central e do Sul.
O vírus da febre-amarela dissemina-se em dois ciclos: ciclo urbano, no qual se transmite homem a homem, tendo como hospedeiro intermediário obrigatório o mosquito Aedes aegypti; e ciclo da selva, no qual a doença afeta sobretudo os macacos, podendo transmitir-se também ao homem, tendo como hospedeiros intermediários obrigatórios, vários géneros de mosquitos (Haemagogus, Babethus e Aedes africanus).
O único modo eficaz de prevenção é a vacinação, embora a eliminação dos mosquitos que funcionam como hospedeiros intermediários permita erradicar a doença. A vacinação é impossível de implementar na selva e muito difícil de realizar, totalmente, mesmo em meios urbanos.
O primeiro registo da ocorrência de febre-amarela data de 1648, na península do Yucatão (México). Durante quase dois séculos esta infeção constituiu-se como uma importante e grave doença, especialmente na zona da América Central e do Sul, registando-se nos Estados Unidos da América, apenas durante o século XIX, cerca de 500 000 casos, detetados sobretudo em zonas de portos.
A febre-amarela afeta vários órgãos internos, principalmente os rins e o fígado. Após um período inicial de incubação (3 a 6 dias) a doença desenvolve-se em três fases sucessivas: primeiro, a fase de infeção, em que o vírus se encontra no sangue, surgindo dores de cabeça, musculares e de costas, acompanhadas de febre alta, náuseas e vómitos. Segue-se a fase de remissão, em que se mantêm os sintomas, e, por fim, a fase de intoxicação, durante a qual a febre sobe ainda mais, surge um vómito negro (resultante da ocorrência de sangramento estomacal), ocorrem falhas renais (que originam a presença de albumina na urina) e surge um tom amarelado na pele, devido a problemas no fígado. A taxa de mortalidade varia entre os 25 e os 50%, uma vez que o tratamento se limita a diminuir os danos corporais (diálise renal, fornecimento de oxigénio, transfusões sangue, etc.) e não existe terapia antiviral específica. A vacinação é o único modo de prevenção desta doença, devendo ser aplicada massivamente nas regiões endémicas e aos viajantes e turistas que tenham como destino essas zonas.
Até ao início do século XIX, pensava-se que o contacto com os objetos de pessoas infetadas seria o veículo de transmissão desta doença, facto desmentido em 1900 pelas investigações de Walter Reed (cirurgião do exército dos EUA.) que, recorrendo a voluntários, mostrou que o contacto com objetos - mesmo sujos com o vómito negro dos doentes - não causava a doença, contrariamente ao que ocorria com a picada de mosquitos que antes tivessem picado doentes. Usando injeções de sangue contaminado, previamente passado por um filtro bacteriano, Reed comprovou que, mesmo assim, a febre-amarela surgia nos indivíduos injetados, pelo que o agente seria ainda menor que as bactérias: um vírus, transmissível através da picada de mosquitos, os quais funcionam como hospedeiros intermediários. Estabelecendo as bases de um programa de erradicação dos mosquitos, rapidamente as investigações de Reed conduziram à quase eliminação desta doença em Cuba e em vastas áreas da América Central e do Sul.
O vírus da febre-amarela dissemina-se em dois ciclos: ciclo urbano, no qual se transmite homem a homem, tendo como hospedeiro intermediário obrigatório o mosquito Aedes aegypti; e ciclo da selva, no qual a doença afeta sobretudo os macacos, podendo transmitir-se também ao homem, tendo como hospedeiros intermediários obrigatórios, vários géneros de mosquitos (Haemagogus, Babethus e Aedes africanus).
O único modo eficaz de prevenção é a vacinação, embora a eliminação dos mosquitos que funcionam como hospedeiros intermediários permita erradicar a doença. A vacinação é impossível de implementar na selva e muito difícil de realizar, totalmente, mesmo em meios urbanos.
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Como referenciar
febre-amarela na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$febre-amarela [visualizado em 2026-06-09 10:44:29].
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