fixação
A fixação é um mecanismo de defesa que consiste numa paragem ou cessação do desenvolvimento psicossexual em determinado ponto do processo de maturação.
Pode tratar-se de um bloqueio temporário e normal da maturação ou ser permanente e patológico, dando origem a neuroses ou desvios de personalidade. Este mecanismo foi inicialmente estudado por Freud, na sua teoria do desenvolvimento da personalidade, de forma que a fixação pode ocorrer na fase oral, anal ou fálica do desenvolvimento. A fixação numa destas fases é então responsável pelos desvios sexuais em que o órgão da fase em questão é o foco do interesse e da atividade sexual anormal.
Da infância até à fase adulta, deve existir um desenvolvimento e uma diferenciação nos aspetos instintivos, emocionais, etc., da personalidade. Este desenvolvimento progressivo deve verificar-se nos aspetos psicossexuais da personalidade, mas também nos métodos de pensamento, na forma de encarar situações difíceis e frustrações e no controlo e expressão das emoções. Neste processo de desenvolvimento pode surgir uma interrupção, que provoca uma etapa incompleta na evolução do indivíduo, permanecendo então alguns elementos imaturos na sua personalidade.
A fixação indica que o indivíduo, não podendo satisfazer normalmente e no tempo certo as suas necessidades, vai continuar a procurar essa satisfação através de experiências no seu passado que lhe causavam alivio de tensão. Entre as causas da fixação podem-se citar: frustração ou satisfação excessiva que ocorrem na infância; educação descontinuada e marcada por atitudes contrárias entre si. Estes fatores podem provocar um desarranjo no indivíduo para manter o desenvolvimento normal da personalidade, sobrevindo por isso o mecanismo da fixação. A rigidez a que o indivíduo fica preso, pela fixação, impede-o de fazer os ajustamentos adaptativos que as variações de situações da vida normalmente exigem de todos nós.
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