Forte da Ínsua
Vigiando a foz do rio Minho e a margem espanhola fronteira e a costa atlântica de Caminha, o Forte de N. Senhora da Ínsua ergue-se das águas sobre o sólido terreno do Ilhéu ou Ínsua de Santo Isidoro. Dentro das muralhas, está resguardado um convento dos religiosos capuchinhos, abandonado e vandalizado pelos homens e arruinado pela inexorável passagem do tempo. Antes da solidez das muralhas, erguiam-se já as paredes do cenóbio religioso, fundado em 1392 pelos franciscanos, passando a integrar no ano de 1705 a Província da Imaculada Conceição de Portugal, da Ordem dos Capuchos.
Esta casa religiosa, assim como o porto e a povoação costeira de Caminha, encontravam-se à mercê da pirataria. Se Caminha começou a ser protegida por muralhas durante a Idade Média, remodeladas e ampliadas no reinado de D. Afonso III, a foz do Minho e o Convento da Ínsua encontravam-se ainda indefesos. De acordo com alguns autores, a primeira fortaleza terá começado a materializar-se no reinado de D. João I, em 1388, nada restando dessa primitiva fundação.
Em 1512, D. Manuel I mandou aumentá-la e remodelá-la, situação que sucederia ainda no século XVI, agora sob o patrocínio de Filipe II de Espanha, estando a empreitada a ser supervisionada por Diogo de Lima. Contudo, a atual volumetria do forte minhoto aconteceu com D. João IV, em pleno e conturbado período seiscentista da Guerra da Restauração da Independência.
Desenhando uma estrela de cinco pontas, o Forte da Ínsua é reforçado nos seus ângulos por igual número de baluartes com guaritas defensivas. O parapeito protetor é entrecortado por aberturas de canhoneiras, vendo-se ainda nesses intervalos os antigos canhões de bronze. O pano da muralha principal é rasgado por um portal com arco de volta perfeita, encimado por frontão triangular, sob o qual se inscreve o brasão com as armas reais portuguesas. A zona é antecedida por protetor revelim.
No interior do perímetro defensivo da praça de armas surgem as dependências militares, os aquartelamentos, a cisterna e os depósitos de armas e munições. Contíguo desenham-se as arruinadas e desamparadas paredes do cenóbio dos frades capuchinhos.
-
D. Afonso IIIQuinto rei de Portugal (1245-1279), "o Bolonhês" nasceu provavelmente em Coimbra, a 5 de maio de 121...
-
Idade MédiaPeríodo histórico entre a Antiguidade e a Época Moderna, a Idade Média, como qualquer outra divisão ...
-
ProvínciaOs contos são introduzidos por um prefácio de cariz autobiográfico onde se propõe evocar a "Provínci...
-
Mosteiro de Refojos de BastoO documento mais antigo que fala do Mosteiro de Refojos de Basto, situado em Cabeceiras de Basto, da
-
Paço dos Duques de Bragança (Barcelos)Impondo-se no Largo do Terreiro, na parte ocidental do burgo antigo de Barcelos, o Paço dos Duques d
-
Igreja Matriz de Sta. Bárbara de NexeSta. Bárbara de Nexe é um templo fundado na segunda metade do século XV, no concelho de FAro, vindo
-
Igreja de S. BartolomeuA Igreja do apóstolo S. Bartolomeu começou a tomar forma na vila alentejana de Borba após 1590, send
-
Igreja Matriz de BarcelosA Igreja Matriz de Barcelos é um dos exemplos mais significativos da persistência da arquitetura rom
-
Forte de S. Julião da BarraNo enfiamento da costa que contorna o estuário do Tejo, sobranceiro ao local onde o rio se reencontr
-
Ponte Medieval de BarcelosA ponte medieval de Barcelos, lançada sobre o Rio Cávado, é um belo exemplar da engenharia de pontes