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Francis Galton
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Cientista, explorador e antropólogo inglês, Sir Francis Galton nasceu a 16 de fevereiro de 1822, em Sparkbrook (Warwickshire), na Inglaterra, e morreu a 17 de janeiro de 1911, em Haslemere (Surrey). Primo de Charles Darwin, estudou medicina no Hospital de Birmingham e no King's College de Londres, tendo-se licenciado no Trinity College, Cambridge.
A paixão pelas viagens cedo substituiu a medicina na vida de Francis Galton. Expedições ao sudoeste africano, envolvendo riscos consideráveis, valeram-lhe, aos 31 anos, a eleição para membro da Sociedade Real de Geografia. Em 1946 viajou pelo Norte de África e em 1950 explorou território virgem na África do Sul, publicando Narratives of an Explorer in Tropical South Africa and Art of Travel (1855). As suas investigações em meteorologia publicadas em Metereographica (1863) foram a base fundamental para os mapas meteorológicos modernos.
Apesar das contribuições diversas e importantes que Galton legou em diferentes áreas, a eugenia constituiu-se como a maior preocupação do final da sua vida e carreira académica. Francis Galton esteve entre os primeiros a compreender as implicações da teoria evolucionista de Charles Darwin para a humanidade, a forma como aquela invalidava muita da teologia contemporânea e como abria possibilidades para a manipulação científica da própria espécie humana.
Galton criou o termo "eugenia" para denominar os esforços científicos destinados a aumentar a proporção de pessoas com um património genético acima da média, através de processos de seleção dos parceiros no casamento. No seu livro Hereditary Genius (1869), o principal argumento apresentado para a defesa das suas teses reside na ideia de que as capacidades físicas e mentais humanas são igualmente herdadas, uma ideia muito pouco aceite na altura. Este livro terá mesmo contribuído para o desenvolvimento da teoria da evolução, por parte de Darwin.
As teorias defendidas neste campo por Sir Francis Galton levantaram uma enorme polémica. A eugenia assenta fundamentalmente sobre o estudo das diferenças inatas entre os indivíduos, relegando para segundo plano os fatores sociais e culturais que formam a personalidade, e é frequentemente conotada com objetivos de manipulação da espécie humana e de criação de uma raça superior. Nesse sentido, Galton foi, por diversas vezes, representado como reacionário e anti-humanista, apesar de, segundo os seus biógrafos, o seu pensamento ter sido mal interpretado, dado que Galton nunca pretendeu a criação de uma elite mas antes a melhoria das capacidades inatas da generalidade da população, transformada assim num conjunto de homens e mulheres superiores.
Entre a sua obra contam-se nove livros e mais de duzentos artigos, cujos temas incluem: o uso das impressões digitais para a identificação pessoal, o cálculo correlacional, a hereditariedade, as transfusões sanguíneas, a criminalidade, a arte de viajar e a meteorologia. As suas investigações acerca do daltonismo e das imagens mentais foram também de grande valor. Francis Galton seria armado Cavaleiro da Coroa Britânica em 1909.
Obras fundamentais de Galton:
1874, English Men of Science: their Nature and Nurture
1883, Inquiries into Human Faculty
1883, Record of Family Faculties
1889, Natural Inheritance
1893 Finger Prints
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Como referenciar
Francis Galton na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$francis-galton [visualizado em 2026-06-05 10:05:19].

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