funcionalismo
Ao considerar que todo o fenómeno corresponde a uma necessidade ou dá uma contribuição necessária ao funcionamento ou ao desenvolvimento do todo, o funcionalismo não sai de uma problemática causal. É a este funcionalismo radical, desenvolvido inicialmente pela etnologia clássica, que se deve a reputação de conservadorismo que continua a estar associada a este paradigma, apesar do seu desenvolvimento posterior num sentido mais flexível.
A questão de base para o funcionalismo é "Como é que a sociedade satisfaz as suas necessidades?". O pressuposto básico do funcionalismo é o de que as atividades parciais contribuem para a atividade global do sistema ao qual pertencem. O funcionalismo assenta na definição das sociedades como totalidades formadas pela conjugação de sistemas particulares (político, económico, familiar, etc.). Esta perspetiva aceita uma ideia de equilíbrio interno pelo qual o sistema social tenderia a perpetuar-se tal como existe, sem que persistissem conflitos. Uma ação só se manterá enquanto continuar a desempenhar um papel vital na sociedade. O único meio de mudança social admitida pelos funcionalistas é o da resposta a mudanças no exterior, caso em que o sistema é forçado a alterar-se se quiser manter-se adaptado.
A um funcionalismo inicialmente excessivo nas suas pretensões, tributário dos antropólogos Bronislaw Malinowski e Radcliffe-Brown sucedeu um funcionalismo menos radical, herdeiro de R. K. Merton. Segundo este autor, se é verdade que todas as sociedades apresentam um certo grau de integração, não é menos verdade que esse grau é variável e que o mesmo elemento (por exemplo, a religião) tanto pode ter um efeito integrador como um efeito desintegrador. As práticas sociais podem ser funcionais ou disfuncionais... o que para alguns autores põe em causa as bases da abordagem funcionalista.
A tomada em consideração não só de 'funções manifestas' mas também de 'funções latentes' - não intencionais nem reconhecidas pelos membros do sistema - correspondeu a outro desenvolvimento do funcionalismo. Inicialmente, o funcionalismo opunha-se ao estruturalismo, mas este integrou mais tarde um seu princípio fundamental passando a dar relevo à interdependência entre os elementos da estrutura.
Outro reputado funcionalista é T. Parsons, cujos trabalhos são frequentemente classificados como estruturo-funcionalistas. Parsons tentou identificar as necessidades que qualquer sociedade tem de satisfazer para sobreviver: adaptação, realização de objetivos, integração e manutenção de modelos.
Vários argumentos foram levantados contra o modelo funcionalista, quer na sua forma mais radical quer na sua versão atenuada, mas esse é um debate que tem vindo a perder entusiastas já desde os anos 70.
A questão de base para o funcionalismo é "Como é que a sociedade satisfaz as suas necessidades?". O pressuposto básico do funcionalismo é o de que as atividades parciais contribuem para a atividade global do sistema ao qual pertencem. O funcionalismo assenta na definição das sociedades como totalidades formadas pela conjugação de sistemas particulares (político, económico, familiar, etc.). Esta perspetiva aceita uma ideia de equilíbrio interno pelo qual o sistema social tenderia a perpetuar-se tal como existe, sem que persistissem conflitos. Uma ação só se manterá enquanto continuar a desempenhar um papel vital na sociedade. O único meio de mudança social admitida pelos funcionalistas é o da resposta a mudanças no exterior, caso em que o sistema é forçado a alterar-se se quiser manter-se adaptado.
A um funcionalismo inicialmente excessivo nas suas pretensões, tributário dos antropólogos Bronislaw Malinowski e Radcliffe-Brown sucedeu um funcionalismo menos radical, herdeiro de R. K. Merton. Segundo este autor, se é verdade que todas as sociedades apresentam um certo grau de integração, não é menos verdade que esse grau é variável e que o mesmo elemento (por exemplo, a religião) tanto pode ter um efeito integrador como um efeito desintegrador. As práticas sociais podem ser funcionais ou disfuncionais... o que para alguns autores põe em causa as bases da abordagem funcionalista.
A tomada em consideração não só de 'funções manifestas' mas também de 'funções latentes' - não intencionais nem reconhecidas pelos membros do sistema - correspondeu a outro desenvolvimento do funcionalismo. Inicialmente, o funcionalismo opunha-se ao estruturalismo, mas este integrou mais tarde um seu princípio fundamental passando a dar relevo à interdependência entre os elementos da estrutura.
Outro reputado funcionalista é T. Parsons, cujos trabalhos são frequentemente classificados como estruturo-funcionalistas. Parsons tentou identificar as necessidades que qualquer sociedade tem de satisfazer para sobreviver: adaptação, realização de objetivos, integração e manutenção de modelos.
Vários argumentos foram levantados contra o modelo funcionalista, quer na sua forma mais radical quer na sua versão atenuada, mas esse é um debate que tem vindo a perder entusiastas já desde os anos 70.
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Como referenciar
funcionalismo na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$funcionalismo [visualizado em 2026-06-06 02:45:54].
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