Gruta da Feteira
A Gruta da Feteira localiza-se junto a uma pedreira, na freguesia de S. Bartolomeu de Galegos, concelho da Lourinhã.
Foi descoberta em outubro de 1981 pelo Grupo de Espeleologia e Arqueologia da Lourinhã na sequência dos trabalhos de construção de um novo aviário de Ribeira de Palheiros.
A pronta intervenção do GEAL junto das instituições com tutela sobre o património (Câmara Municipal da Lourinhã e o então Instituto Português do Património Cultural) impediu a destruição de um conjunto sepulcral da maior importância para a pré-história Nacional
A necessidade de proceder ao estudo de um conjunto sepulcral levou o então Instituto Português do Património Cultural, através do Departamento de Arqueologia, a levar a cabo uma intervenção de emergência.
Identificaram-se duas estruturas funerárias tipo ossários, denominadas Sepultura I e Sepultura II, constituídas por grandes blocos, de origem local, dispostos em círculo, delimitando uma área preenchida por uma grande quantidade de ossos humanos e alguns artefactos.
Constatou-se que a disposição dos ossos na Sepultura I era casual ao passo que na Sepultura II obedecia a um padrão de intencionalidade cujo significado obedeceria a uma espiritualidade hoje irremediavelmente perdida. Assim a arrumação de ossos detetada era constituída por dois agrupamentos - grande número de crânios de um lado, ao passo que do outro residia aquilo que se apelidou de "ninho" de fémures.
Em ambas as situações se teria procedido a uma trasladação do espólio antropológico de sepulturas originais para o ossário, cerimonial fúnebre que os arqueólogos que estudaram esta gruta tentaram reconstituir. Em primeiro lugar teria havido um depósito fúnebre em sepultura de cariz coletivo, na própria gruta ou noutro local, acompanhada de oferendas votivas. Num segundo momento, possivelmente devido a uma sobreocupação da sepultura, estes ossos foram arrumados em ossários que obedeceram a critérios próprios de implantação.
Detetaram-se artefactos líticos em sílex, xisto e anfibolite, um fragmento de uma peça esculpida em osso, uma conta de colar obtida por perfuração de uma concha marinha e uma grande quantidade de fragmentos cerâmicos (predominam as formas hemisféricas).
O conjunto foi globalmente situado no período compreendido entre o Neolítico cardial ou de tradição cardial e o Calcolítico (eneolítico) inicial.
Foi descoberta em outubro de 1981 pelo Grupo de Espeleologia e Arqueologia da Lourinhã na sequência dos trabalhos de construção de um novo aviário de Ribeira de Palheiros.
A pronta intervenção do GEAL junto das instituições com tutela sobre o património (Câmara Municipal da Lourinhã e o então Instituto Português do Património Cultural) impediu a destruição de um conjunto sepulcral da maior importância para a pré-história Nacional
A necessidade de proceder ao estudo de um conjunto sepulcral levou o então Instituto Português do Património Cultural, através do Departamento de Arqueologia, a levar a cabo uma intervenção de emergência.
Identificaram-se duas estruturas funerárias tipo ossários, denominadas Sepultura I e Sepultura II, constituídas por grandes blocos, de origem local, dispostos em círculo, delimitando uma área preenchida por uma grande quantidade de ossos humanos e alguns artefactos.
Constatou-se que a disposição dos ossos na Sepultura I era casual ao passo que na Sepultura II obedecia a um padrão de intencionalidade cujo significado obedeceria a uma espiritualidade hoje irremediavelmente perdida. Assim a arrumação de ossos detetada era constituída por dois agrupamentos - grande número de crânios de um lado, ao passo que do outro residia aquilo que se apelidou de "ninho" de fémures.
Em ambas as situações se teria procedido a uma trasladação do espólio antropológico de sepulturas originais para o ossário, cerimonial fúnebre que os arqueólogos que estudaram esta gruta tentaram reconstituir. Em primeiro lugar teria havido um depósito fúnebre em sepultura de cariz coletivo, na própria gruta ou noutro local, acompanhada de oferendas votivas. Num segundo momento, possivelmente devido a uma sobreocupação da sepultura, estes ossos foram arrumados em ossários que obedeceram a critérios próprios de implantação.
Detetaram-se artefactos líticos em sílex, xisto e anfibolite, um fragmento de uma peça esculpida em osso, uma conta de colar obtida por perfuração de uma concha marinha e uma grande quantidade de fragmentos cerâmicos (predominam as formas hemisféricas).
O conjunto foi globalmente situado no período compreendido entre o Neolítico cardial ou de tradição cardial e o Calcolítico (eneolítico) inicial.
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Como referenciar
Gruta da Feteira na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$gruta-da-feteira [visualizado em 2026-07-03 00:13:26].
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