Gruta do Lugar do Canto
A gruta do Lugar do Canto pertence administrativamente à freguesia de Valverde, no concelho de Alcanede, e foi descoberta em julho de 1975. A sua descoberta aconteceu casualmente quando, em 1975, se procedeu à abertura de um buraco nos calcários jurássicos para a construção de uma cisterna.
A população, curiosa com o que poderia esconder esta gruta, empreendeu visitas que provocaram graves danos no espólio depositado, nomeadamente em algumas ossadas humanas que ficaram irremediavelmente esmigalhadas e nos objetos líticos de superfície que revolveram, alterando a sua deposição original, que teria certamente fornecido informação que, desta modo, se perdeu irremediavelmente.
Devido aos estragos causados por imprudentes visitas e graças ao bom senso do então chefe dos correios de Alcanede, foram chamados ao local técnicos dos Serviços Geológicos de Portugal que viriam a publicar um estudo pormenorizado e científico sobre a gruta.
A gruta compõe-se de um galeria principal ou "galeria superior", com orientação oeste-leste, bastante inclinada e com cerca de 35 metros de comprimento. Apenas na parte central se pode andar a pé, encontrando-se os extremos cheios de terra arrastada pelas águas. Um desvio para sul leva até a um poço situado na "galeria inferior".
Num dos extremos desta gruta foram encontradas vários depósitos mortuários dos quais destacamos a jazida mais completa e mais antiga - um indivíduo deitado sobre o lado esquerdo, encolhido, associado a um conjunto de vestígios materiais muito importante. O espólio compunha-se de um furador e um punhal em osso, três micrólitos, 64 conchas e dois braceletes intactos.
Os inúmeros restos ósseos encontrados pertenciam a 48 indivíduos do sexo feminino e masculino. As idades rondavam os 25 e os 30 anos, apenas um homem teria mais de 50 anos, tendo sido igualmente exumados restos mortais de crianças e bebés. Muitos dos crânios encontrados nesta gruta apresentavam elevado número de traumatismos e infeções.
O material é essencialmente lítico, à exceção de dois pequenos cacos de cerâmica lisa.
Estes achados constituem uma informação ímpar sobre as práticas funerárias de então, sobre a constituição física desta população, a sua longevidade, modo de vida e doenças.
Em termos socioeconómicos este achado situa-se num período de transição entre as atividades de caça e recoleção e o surgimento de uma agricultura ainda muito incipiente.
A população, curiosa com o que poderia esconder esta gruta, empreendeu visitas que provocaram graves danos no espólio depositado, nomeadamente em algumas ossadas humanas que ficaram irremediavelmente esmigalhadas e nos objetos líticos de superfície que revolveram, alterando a sua deposição original, que teria certamente fornecido informação que, desta modo, se perdeu irremediavelmente.
Devido aos estragos causados por imprudentes visitas e graças ao bom senso do então chefe dos correios de Alcanede, foram chamados ao local técnicos dos Serviços Geológicos de Portugal que viriam a publicar um estudo pormenorizado e científico sobre a gruta.
A gruta compõe-se de um galeria principal ou "galeria superior", com orientação oeste-leste, bastante inclinada e com cerca de 35 metros de comprimento. Apenas na parte central se pode andar a pé, encontrando-se os extremos cheios de terra arrastada pelas águas. Um desvio para sul leva até a um poço situado na "galeria inferior".
Num dos extremos desta gruta foram encontradas vários depósitos mortuários dos quais destacamos a jazida mais completa e mais antiga - um indivíduo deitado sobre o lado esquerdo, encolhido, associado a um conjunto de vestígios materiais muito importante. O espólio compunha-se de um furador e um punhal em osso, três micrólitos, 64 conchas e dois braceletes intactos.
Os inúmeros restos ósseos encontrados pertenciam a 48 indivíduos do sexo feminino e masculino. As idades rondavam os 25 e os 30 anos, apenas um homem teria mais de 50 anos, tendo sido igualmente exumados restos mortais de crianças e bebés. Muitos dos crânios encontrados nesta gruta apresentavam elevado número de traumatismos e infeções.
O material é essencialmente lítico, à exceção de dois pequenos cacos de cerâmica lisa.
Estes achados constituem uma informação ímpar sobre as práticas funerárias de então, sobre a constituição física desta população, a sua longevidade, modo de vida e doenças.
Em termos socioeconómicos este achado situa-se num período de transição entre as atividades de caça e recoleção e o surgimento de uma agricultura ainda muito incipiente.
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Como referenciar
Gruta do Lugar do Canto na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$gruta-do-lugar-do-canto [visualizado em 2026-06-04 23:43:35].
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