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Guerras do Alecrim e Manjerona
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Representada no teatro do Bairro Alto, esta ópera lírico-jocosa é considerada a obra-prima do comediógrafo A. J. da Silva.

A peça satiriza a rivalidade existente entre ranchos carnavalescos, o "Alecrim" e a "Manjerona", que animavam Lisboa na época. Apesar da estrutura ainda ser um pouco deficiente, esta obra constitui um progresso assinalável em relação às obras anteriores do autor. Nota-se uma maior comicidade, resultante da linguagem, das situações, dos caracteres, etc., da definição de tipos e acima de tudo da sua coesão.

Cartaz da peça <i>Guerras do Alecrim e Manjerona</i>, de António José da Silva, o <i>Judeu</i>
Da peça em questão fazem parte cinco sonetos barrocos recitados e 20 árias cantadas.

O enredo inicia-se com o desejo de conquista de Gilvaz, um peralta, que quer ser amado por Clóris, uma donzela rica, e com os diversos estratagemas que o seu criado, Semicúpio, arranja para infiltrar o amo em casa da donzela. Caso o enamorado não conseguisse alcançar o seu objetivo, Semicúpio ficaria sem os ordenados atrasados.

Entretanto Nise, a irmã de Clóris, aceita a corte de Fuas que, tal como Gilvaz, não tem dinheiro e acaba também por beneficiar da ajuda do criado deste e de uma criada das raparigas, Fagundes.

O principal obstáculo desta trama amorosa é D. Lançarote, o tio das donzelas, que, além de avarento, pretende casar uma das sobrinhas com Tibúrcio, um outro sobrinho seu.

Para complicar um pouco a situação, os peraltas têm ciúmes um do outro por se julgarem rivais e Semicúpio apaixona-se por Sevadilha, outra criada da casa por quem Tibúrcio igualmente suspira.

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Como referenciar
Porto Editora – Guerras do Alecrim e Manjerona na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2024-05-26 12:14:43]. Disponível em

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