Guerras do Alecrim e Manjerona
Representada no teatro do Bairro Alto, esta ópera lírico-jocosa é considerada a obra-prima do comediógrafo A. J. da Silva. A peça satiriza a rivalidade existente entre ranchos carnavalescos, o "Alecrim" e a "Manjerona", que animavam Lisboa na época. Apesar da estrutura ainda ser um pouco deficiente, esta obra constitui um progresso assinalável em relação às obras anteriores do autor. Nota-se uma maior comicidade, resultante da linguagem, das situações, dos caracteres, etc., da definição de tipos e acima de tudo da sua coesão.
Da peça em questão fazem parte cinco sonetos barrocos recitados e 20 árias cantadas. O enredo inicia-se com o desejo de conquista de Gilvaz, um peralta, que quer ser amado por Clóris, uma donzela rica, e com os diversos estratagemas que o seu criado, Semicúpio, arranja para infiltrar o amo em casa da donzela. Caso o enamorado não conseguisse alcançar o seu objetivo, Semicúpio ficaria sem os ordenados atrasados. Entretanto Nise, a irmã de Clóris, aceita a corte de Fuas que, tal como Gilvaz, não tem dinheiro e acaba também por beneficiar da ajuda do criado deste e de uma criada das raparigas, Fagundes. O principal obstáculo desta trama amorosa é D. Lançarote, o tio das donzelas, que, além de avarento, pretende casar uma das sobrinhas com Tibúrcio, um outro sobrinho seu. Para complicar um pouco a situação, os peraltas têm ciúmes um do outro por se julgarem rivais e Semicúpio apaixona-se por Sevadilha, outra criada da casa por quem Tibúrcio igualmente suspira.
Partilhar
Como referenciar
Guerras do Alecrim e Manjerona na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$guerras-do-alecrim-e-manjerona [visualizado em 2026-07-25 20:24:04].
Outros artigos
-
LisboaAspetos geográficos Cidade, capital de Portugal, sede de distrito e de concelho. Localiza-se na Regi...
-
As Bodas de FígaroA personagem de Fígaro foi criada pelo francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, professor de m
-
As Mulheres de TroiaObra de Fonseca Lobo publicada em 1989. Diante das ruínas fumegantes de Troia invadida pelos Gregos,
-
Arraia-MiúdaA ideia de evocar a revolução popular de 1383 nasce nesta peça de Jaime Gralheiro como símile da rev
-
Auto da Exortação da Guerra - tragicomédiaAuto de Gil Vicente representado ao rei D. Manuel, na cidade de Lisboa, aquando da partida do senhor
-
As Variedades de ProteuÓpera editada em 1737 por António Isidoro da Fonseca, em vida de A. J. da Silva. Dividida em três at
-
Scena AntigaComédia num ato, versificada, que tem como pano de fundo o contexto académico e boémio de Coimbra e
-
Auto da Barca da GlóriaEste auto de Gil Vicente foi apresentado perante o rei D. Manuel, em Almeirim, no ano de 1519. Perso
-
Auto das Fadas (farsa)O Auto das Fadas de Gil Vicente não apresenta qualquer indicação de data nem de local de representaç
-
Auto de S. MartinhoEscrito em 1504, foi representado à rainha D. Leonor nas Caldas da Rainha, no dia da procissão do Co
Partilhar
Como referenciar 
Guerras do Alecrim e Manjerona na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$guerras-do-alecrim-e-manjerona [visualizado em 2026-07-25 20:24:04].