Gwendolyn Brooks
Poetisa norte-americana de etnia africana, Gwendolyn Elizabeth Brooks nasceu a 7 de junho de 1917, no Kansas, e morreu a 3 de dezembro de 2000, em South Side.
Oriunda de uma família severa, que havia acompanhado na sua mudança para os casarios pobres de Chicago, foi, no entanto, encorajada pela mãe, quando descobriu o seu talento para a escrita, contava Gwendolyn apenas sete anos de idade.
Concluiu os seus estudos secundários, em 1936, no Wilson Junior College, em Chicago.
Os seus poemas de juventude foram sendo publicados no Chicago Defender, um jornal especialmente orientado para a comunidade negra de Chicago.
Casou, em 1939, com Henry Blakely, de quem teve dois filhos.
O seu primeiro livro, A Street In Bronzeville, foi publicado em 1945, ao que se seguiu uma coletânea de poemas, Annie Allen (1949), obra que lhe garantiu o prémio Pulitzer para Poesia no ano seguinte, passando a ser a primeira pessoa de cor a ter recebido semelhante galardão.
Em 1953 publicou o seu primeiro romance, Maud Martha e, dez anos depois, juntamente com a publicação de uma seleta dos seus poemas, assegurou o seu primeiro cargo de professora, no Columbia College de Chicago.
Em 1967, numa conferência de escritores da Fisk University, em Nashville, Brooks tomou contacto com o movimento revolucionário negro. Tendo vindo de uma instituição de ensino predominantemente de etnia branca, mas que apesar de tudo a tinha muito bem recebido, dava com um estabelecimento negro que apenas a respeitava friamente.
Viria mais tarde a afirmar que essa viagem tinha constituído um ponto de viragem, que antes de a empreender teria estado adormecida e que, depois dela, tinha despertado.
Depois de 1967, tornou-se consciente dos sentimentos comuns ao seu grupo étnico, o que procurou fazer refletir na sua escrita.
Na sua importante coletânea de poesia, In The Mecca (1968), mostra uma maior despreocupação com a forma dos seus versos, dando mais incidência ao seu conteúdo político.
A obra valeu-lhe o título de Poet Laureate para o Estado do Illinois, no ano seguinte à sua publicação. Seguiu-se Riot (1970), escrito em dialeto de rua.
Recebeu ainda um prémio da Academia das Artes e Letras norte-americana, em 1976, honraria nunca antes concedida a um americano de etnia africana.
Desde essa data, Gwendolyn Brooks foi doutorada em Honoris Causa por mais de cinquenta universidades, obteve dois subsídios da Fundação Guggenheim e foi-lhe dado o cargo de consultora de poesia na Library of Congress, a mais importante biblioteca norte-americana.
Foi nomeada professora catedrática de Língua Inglesa na Chicago State University.
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