Helena Almeida
Artista plástica, Maria Helena de Castro Neves de Almeida nasceu em 1934, em Lisboa, e estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. É filha do escultor Leopoldo de Almeida, autor do Padrão dos Descobrimentos, e irmã do arquiteto Leopoldo Castro de Almeida e da pintora Manuela Almeida. Em 1964 obteve uma bolsa de estudos e deslocou-se para Paris. Nesta cidade tomou contacto com a arte abstrata, o que influenciou bastante a sua produção pictórica.
As pinturas abstratas que realizou no final da década de 60 exploram o tema da caracterização do espaço pictórico e da sugestão ambígua de espaços interiores e de espaços exteriores.
A tendente antropomorfização da sua arte foi-se traduzindo na utilização do seu próprio corpo enquanto objeto ou tema da pintura. Corresponde esta produção artística a uma nova fase de trabalho, talvez a mais conhecida, marcada pelo recurso à fotografia, com carácter marcadamente conceptualista. Estas fotografias eram normalmente realizadas pelo seu marido, Artur Rosa, também ele artista plástico (arquiteto e escultor) e eram manipuladas através da utilização de pintura ou de desenho para introdução de elementos visuais (linhas, manchas) de forma a obter diferentes significações. As fotografias eram frequentemente organizadas em grupo, criando sequências de ação. Anula-se assim a diferença entre pintura e fotografia e entre interior e exterior. Associadas, fotografia e desenho ou fotografia e pintura sintetizam a representação, com tendência para a objectualização dos elementos da linguagem plástica. Há uma certa ênfase ritualista que se afasta de qualquer intenção de realização de auto-retratos de sentido narcisístico, como se revela nos trabalhos "Variações e fuga sobre o corpo", "Tela habitada" ou "Estudos para um enriquecimento interior", todas datadas da década de setenta.
Algumas fotografias foram completadas com manchas azuis, verdes ou negras. Exemplo destes trabalhos são as fotografias tratadas com tinta negra, procurando negar os limites do corpo, como na obra "Negro Exterior", de 1981.
Obteve vários prémios, dos quais se destacam o 1.o Prémio de Desenho, Coimbra, 1969, o prémio da 11.a Bienal de Tóquio, o prémio da Bienal de Vila Nova de Cerveira, 1984, o prémio da Fundação Calouste Gulbenkian, 1984, o prémio BESphoto, instituido pelo Banco Espírito Santo e pelo Centro Cultural de Belém, 2004, e o prémio AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte), 2004.
As pinturas abstratas que realizou no final da década de 60 exploram o tema da caracterização do espaço pictórico e da sugestão ambígua de espaços interiores e de espaços exteriores.
A tendente antropomorfização da sua arte foi-se traduzindo na utilização do seu próprio corpo enquanto objeto ou tema da pintura. Corresponde esta produção artística a uma nova fase de trabalho, talvez a mais conhecida, marcada pelo recurso à fotografia, com carácter marcadamente conceptualista. Estas fotografias eram normalmente realizadas pelo seu marido, Artur Rosa, também ele artista plástico (arquiteto e escultor) e eram manipuladas através da utilização de pintura ou de desenho para introdução de elementos visuais (linhas, manchas) de forma a obter diferentes significações. As fotografias eram frequentemente organizadas em grupo, criando sequências de ação. Anula-se assim a diferença entre pintura e fotografia e entre interior e exterior. Associadas, fotografia e desenho ou fotografia e pintura sintetizam a representação, com tendência para a objectualização dos elementos da linguagem plástica. Há uma certa ênfase ritualista que se afasta de qualquer intenção de realização de auto-retratos de sentido narcisístico, como se revela nos trabalhos "Variações e fuga sobre o corpo", "Tela habitada" ou "Estudos para um enriquecimento interior", todas datadas da década de setenta.
Algumas fotografias foram completadas com manchas azuis, verdes ou negras. Exemplo destes trabalhos são as fotografias tratadas com tinta negra, procurando negar os limites do corpo, como na obra "Negro Exterior", de 1981.
Obteve vários prémios, dos quais se destacam o 1.o Prémio de Desenho, Coimbra, 1969, o prémio da 11.a Bienal de Tóquio, o prémio da Bienal de Vila Nova de Cerveira, 1984, o prémio da Fundação Calouste Gulbenkian, 1984, o prémio BESphoto, instituido pelo Banco Espírito Santo e pelo Centro Cultural de Belém, 2004, e o prémio AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte), 2004.
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Como referenciar
Helena Almeida na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$helena-almeida [visualizado em 2026-06-13 06:01:11].
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