Igreja de N. Sra. de Fátima
Empreendimento do Estado Novo, A Igreja de N. Sra. de Fátima foi mandada erguer por volta de 1930 pelo cardeal D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Pelas suas linhas arquitetónicas, foi uma igreja, desde logo, pensada para existir em grande sintonia com o percurso da Via Sacra. Todos os fatores se conjugam em função do culto. Esta obra surge após vários anos de ausência de construção de templos de exceção no território nacional.
O traço do templo é da responsabilidade do arquiteto Pardal Monteiro, que teve como colaboradores o arquiteto Rodrigues Lima e os ainda estudantes de arquitetura, João Faria da Costa, António Martins e Fernando Batalha.
A igreja, dedicada a N. Sra. de Fátima, foi erguida nas Avenidas Novas e, apesar dos condicionalismos do terreno, surge-nos como uma igreja "monumental", com entrada voltada para leste.
As suas linhas são acentuadamente verticais, como é visível na fachada, marcada à direita por uma elegante torre rematada por coruchéu. À esquerda, coroando o cunhal, está uma bonita imagem da padroeira, da autoria do escultor António da Costa.
Aposto a estes elementos ascensionais e contrastando com eles surge-nos um corpo disposto horizontalmente, vincado por molduras salientes e coroado por friso em meio relevo, onde são representados os apóstolos, obra da autoria de Francisco Franco. Este conjunto escultórico confere maior graciosidade à fachada.
O avançado horizontal é antecedido por pequeno escadório e continuado lateralmente pelo batistério e pela capela mortuária.
Os panos da fachada e torre são rasgados por frestas de grandes dimensões, preenchidas por vitrais.
No interior, a entrada apresenta um grande coro, dois órgãos e o parapeito pintado a fresco. No lado direito, o batistério desenvolve-se num corpo cilíndrico independente da igreja. Neste encontramos um portão de acesso em ferro forjado, desenhado por Almada-Negreiros, também responsável pelo resto da decoração - vitrais, mosaicos e pinturas do teto. Na pia batismal chama a atenção uma escultura em bronze representando S. João Batista, saída da mão do mestre Leopoldo de Almeida.
No lado esquerdo da capela mortuária, com entrada independente, salientam-se os vitrais de Almada-Negreiros, o retábulo igualmente de Leopoldo de Almeida, o altar e o revestimento a mármore.
O templo de nave única mostra-se ritmado por arcos quebrados, cheio de luz acolhedora e envolvente criada pelos magníficos vitrais que retratam episódios da vida de Nossa Senhora. Estes são da responsabilidade de Almada-Negreiros e fabricados por Ricardo Leone.
O arco triunfal é ornado com pinturas de Lino António e à direita ostenta uma bela imagem da Virgem, mais uma vez da autoria de Leopoldo de Almeida.
A capela-mor é inundada de luz de várias tonalidades vinda dos vitrais, retábulos de linhas muito simples e altar, criando um bonito efeito cromático.
Paralelamente à nave surgem duas galerias que resguardam as capelas laterais, onde os retábulos mostram mosaicos "romanos" e várias esculturas em madeira, executadas por diversos artistas, entre eles Anjos Teixeira (filho) e Raúl Xavier.
Apesar de uma grande simplicidade, nesta obra foram utilizadas técnicas e materiais característicos de diferentes épocas e para a sua execução foram reunidos excelentes artistas. Como nos diz o próprio Pardal Monteiro "... esta obra é a que, de entre todas as que tenho estudado até hoje, reputo de maiores dificuldades de solução. Não pela complexidade do programa, mas precisamente pela sua extraordinária simplicidade e pela abundância de exemplos acumulados de há cerca de dois mil anos para cá".
O traço do templo é da responsabilidade do arquiteto Pardal Monteiro, que teve como colaboradores o arquiteto Rodrigues Lima e os ainda estudantes de arquitetura, João Faria da Costa, António Martins e Fernando Batalha.
A igreja, dedicada a N. Sra. de Fátima, foi erguida nas Avenidas Novas e, apesar dos condicionalismos do terreno, surge-nos como uma igreja "monumental", com entrada voltada para leste.
Aposto a estes elementos ascensionais e contrastando com eles surge-nos um corpo disposto horizontalmente, vincado por molduras salientes e coroado por friso em meio relevo, onde são representados os apóstolos, obra da autoria de Francisco Franco. Este conjunto escultórico confere maior graciosidade à fachada.
O avançado horizontal é antecedido por pequeno escadório e continuado lateralmente pelo batistério e pela capela mortuária.
Os panos da fachada e torre são rasgados por frestas de grandes dimensões, preenchidas por vitrais.
No interior, a entrada apresenta um grande coro, dois órgãos e o parapeito pintado a fresco. No lado direito, o batistério desenvolve-se num corpo cilíndrico independente da igreja. Neste encontramos um portão de acesso em ferro forjado, desenhado por Almada-Negreiros, também responsável pelo resto da decoração - vitrais, mosaicos e pinturas do teto. Na pia batismal chama a atenção uma escultura em bronze representando S. João Batista, saída da mão do mestre Leopoldo de Almeida.
No lado esquerdo da capela mortuária, com entrada independente, salientam-se os vitrais de Almada-Negreiros, o retábulo igualmente de Leopoldo de Almeida, o altar e o revestimento a mármore.
O templo de nave única mostra-se ritmado por arcos quebrados, cheio de luz acolhedora e envolvente criada pelos magníficos vitrais que retratam episódios da vida de Nossa Senhora. Estes são da responsabilidade de Almada-Negreiros e fabricados por Ricardo Leone.
O arco triunfal é ornado com pinturas de Lino António e à direita ostenta uma bela imagem da Virgem, mais uma vez da autoria de Leopoldo de Almeida.
A capela-mor é inundada de luz de várias tonalidades vinda dos vitrais, retábulos de linhas muito simples e altar, criando um bonito efeito cromático.
Paralelamente à nave surgem duas galerias que resguardam as capelas laterais, onde os retábulos mostram mosaicos "romanos" e várias esculturas em madeira, executadas por diversos artistas, entre eles Anjos Teixeira (filho) e Raúl Xavier.
Apesar de uma grande simplicidade, nesta obra foram utilizadas técnicas e materiais característicos de diferentes épocas e para a sua execução foram reunidos excelentes artistas. Como nos diz o próprio Pardal Monteiro "... esta obra é a que, de entre todas as que tenho estudado até hoje, reputo de maiores dificuldades de solução. Não pela complexidade do programa, mas precisamente pela sua extraordinária simplicidade e pela abundância de exemplos acumulados de há cerca de dois mil anos para cá".
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Como referenciar
Igreja de N. Sra. de Fátima na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-de-n.-sra.-de-fatima [visualizado em 2026-06-05 01:40:20].
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