Igreja de S. João de Alporão
A igreja escalabitana de S. João de Alporão é um dos edifícios da arquitetura religiosa nacional que marcam a transição entre o Românico e o aparecimento das primeiras formas góticas. A duração da sua construção (iniciada em meados do século XIII e concluída no século seguinte) levou a que a obra sofresse profundas alterações e fosse terminada num estilo diferente daquele que havia sido projetado. A igreja, interiormente desenhando uma planta retangular, configura-se no exterior de forma paralelepipédica.
A fachada, marcada superiormente por empena triangular, apresenta um portal, sobrepujado por elegante rosácea, formado por arcos de volta perfeita, marcadamente reentrantes, e ostentando apenas decoração nos capitéis, de feição naturalista. Lateralmente, onde contrafortes de degraus sustentam as paredes, podemos encontrar um portal idêntico a este.
Inicialmente, a nave única da igreja apresentava-se com uma cobertura de madeira, substituída posteriormente por uma abóbada pétrea de cruzaria. Nota-se na planta da igreja que a cabeceira é mais baixa em relação ao corpo.
A cabeceira apresenta uma espécie de pequeno e alteado deambulatório, resultante da falta de ligação da abóbada de nervuras com as paredes exteriores. As ornamentações da cabeceira são de grande qualidade, dando assim para sentir a diferença dos ornatos do corpo da igreja, feitos por mestres de menor categoria.
Em 1876, Laurentino Veríssimo começou a organizar coleções de arte no espaço desta igreja escalabitana, com o fim de organizar um museu. Encontram-se reunidas neste museu as mais variadas peças trazidas das igrejas da zona e que, entretanto, tinham sido destruídas.
Deste espólio têm particular importância as lápides sepulcrais e os mausoléus, evidenciando-se o túmulo de D. Duarte de Meneses proveniente do Convento de S. Francisco. Compõe-se o sepulcro pétreo por arca tumular, de onde arranca um grande arco conopial de vão acairelado, preenchido por fino rendilhado. Ao centro, sob baldaquino flamejante, encontra-se uma imagem de Cristo crucificado e ladeado por anjos. Sobre a arca tumular aparece-nos jacente representando D. Duarte de Meneses com armadura, espada e capacete envolto por uma coroa de louros. Emolduram esta composição dois pilares preenchidos por ornatos vegetalistas.
A fachada, marcada superiormente por empena triangular, apresenta um portal, sobrepujado por elegante rosácea, formado por arcos de volta perfeita, marcadamente reentrantes, e ostentando apenas decoração nos capitéis, de feição naturalista. Lateralmente, onde contrafortes de degraus sustentam as paredes, podemos encontrar um portal idêntico a este.
Inicialmente, a nave única da igreja apresentava-se com uma cobertura de madeira, substituída posteriormente por uma abóbada pétrea de cruzaria. Nota-se na planta da igreja que a cabeceira é mais baixa em relação ao corpo.
Em 1876, Laurentino Veríssimo começou a organizar coleções de arte no espaço desta igreja escalabitana, com o fim de organizar um museu. Encontram-se reunidas neste museu as mais variadas peças trazidas das igrejas da zona e que, entretanto, tinham sido destruídas.
Deste espólio têm particular importância as lápides sepulcrais e os mausoléus, evidenciando-se o túmulo de D. Duarte de Meneses proveniente do Convento de S. Francisco. Compõe-se o sepulcro pétreo por arca tumular, de onde arranca um grande arco conopial de vão acairelado, preenchido por fino rendilhado. Ao centro, sob baldaquino flamejante, encontra-se uma imagem de Cristo crucificado e ladeado por anjos. Sobre a arca tumular aparece-nos jacente representando D. Duarte de Meneses com armadura, espada e capacete envolto por uma coroa de louros. Emolduram esta composição dois pilares preenchidos por ornatos vegetalistas.
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Como referenciar
Igreja de S. João de Alporão na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-de-s.-joao-de-alporao [visualizado em 2026-06-04 05:03:47].
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