Igreja de S. Lourenço (Almansil)
Anterior ao século XVIII, a Igreja de S. Lourenço, na vila algarvia de Almansil, foi totalmente remodelada na época do triunfante barroco setecentista.
A sóbria estrutura arquitetónica da fachada da igreja paroquial de Almansil é marcada pelo severo portal, encimado por janela e rematada por frontão onde se representa o Martírio de S. Lourenço.
Toda esta austeridade do exterior em nada faz prever a sumptuosidade do interior. Embora pouco se saiba sobre a origem do templo, este será anterior à ornamentação barroca setecentista do seu interior.
O templo, de nave única, encontra-se totalmente revestido com magníficos azulejos azuis e brancos, saídos da mão do conceituado mestre Policarpo Oliveira Bernardes e de um seu discípulo, filho do grande mestre António de Oliveira Bernardes. Policarpo realizou entre 1730-40, uma produção impressionante, não só pela quantidade, mas principalmente pela qualidade do seu trabalho, como prova o revestimento azulejar de Almansil. A tonalidade azul e branca do templo é cortada pelas janelas, cantaria do arco triunfal, pelo ligeiro dourado dos capitéis das arcadas cegas das paredes laterais e pelo retábulo barroco em talha dourada. Este é enquadrado por colunas torsas, tímpano e trono de três andares, rematado por maquineta apoiada em anjos.
Os azulejos da igreja versam sobre cenas do martírio do Padroeiro, mostrando S. Lourenço a dar aos pobres os bens da igreja; o milagre da restituição da vista a dois cegos; o Santo lamentando-se por não acompanhar o papa no martírio de S. Sisto; a prisão do jovem acusado de não revelar onde se encontra o tesouro da igreja, mostrando ao imperador o verdadeiro tesouro; S. Lourenço a recusar renegar a fé no Deus verdadeiro; o Santo queimado numa grelha, morrendo reconfortado por Deus. Para além destes temas, também são retratados em toda a superfície do interior, diversas figuras simbólicas - entre outras, a Fé, a Esperança e a Caridade.
Na ousia, de planta retangular, existe uma cúpula apoiada por entablamento circular, encerrando trechos ornamentais de revestimento cerâmico.
A pintura perspetiva-se e cria uma ilusão ascensional, dando a sensação de um jogo entre elementos avultados e superfícies abertas acima deles. Remata a cúpula um medalhão representando a subida de S. Lourenço ao céu.
-
DeusO termo "Deus" deriva do indo-europeu Diêus e significava "brilhar" ou "dia". Diêus era o Deus super...
-
António de Oliveira BernardesPintor e azulejista português dos séculos XVII e XVIII, António de Oliveira Bernardes, natural do Al...
-
Casa da MúsicaEdifício concebido pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, incluído no projeto inicial da Porto 2001 (
-
Casa do Infante (Porto)O edifício da real "Alfândega Velha", situado na confluência das ruas Infante D. Henrique e Alfândeg
-
Casa da ÍnsuaEsta casa senhorial, mandada construir no âmago da Beira Alta por iniciativa de Luís de Albuquerque
-
Casa de D. Duarte (Viseu)Na zona histórica da cidade de Viseu, na antiga Rua da Cadeia e atual Rua D. Duarte, localiza-se uma
-
Dólmen da Casa da OrcaO Dólmen da Casa da Orca é um monumento funerário situado na freguesia de Cortiçô, concelho de Forno
-
Casa da Quinta do MorgadoLocalizada no extremo ocidental de São João da Madeira a Casa da Quinta do Morgado, interessante edi
-
Casa dos QuintosO Quinto era um imposto que representava cerca de 20% de um produto, retido em favor do erário régio
-
Dólmen da Casa dos MourosO Dólmen da Casa dos Mouros, também conhecido por Dólmen de Paranhos, situa-se entre Carvalhal da Lo