Igreja de Santa Maria do Castelo (Tavira)
Santa Maria do Castelo foi erigida no local de uma antiga mesquita e nela foi sepultado o conquistador de Tavira, D. Paio, além dos sete cavaleiros martirizados pelos Mouros, sepultados igualmente na paroquial de N. Sra. dos Mártires - mais tarde denominada Sta. Maria do Castelo. Foi alvo de obras realizadas no reinado de D. Dinis, que lhe resgataram a dignidade de panteão dos mártires, capazes por si só de chamar inúmeros devotos.
Destruída pelo terramoto de 1755, foi reedificada por D. Francisco Gomes, bispo de Faro. O que restou (portal e capelas) foi conservado e, em 1800, sagrou-se o novo templo, muito modificado em relação ao primitivo gótico, mas ainda assim símbolo da cidade e de uma indómita vontade de vencer.
A fachada nobre possui o primitivo portal gótico de quatro arquivoltas apontadas, assentes em colunelos sobrepujados por capitéis naturalistas de cariz vegetalista. O avanço daquele foi coroado por frontão barroco de lanços. Preside à frontaria um certo ar classicista, marcado por pilastras que definem largos panos (bastante mais alto o central) rasgados por três janelas semiesféricas. O pano central, delimitado por contorno recurvo, é coroado por frontão triangular onde se rasga um óculo. Os cunhais são marcados por longos pináculos que recordam formas do gótico inicial (flechas).
A parede lateral direita da fachada é ornada de cornija cachorrada e apresenta janela gótica mainelada, rematada por rosácea. Esta é enquadrada pela torre sineira coberta por coruchéu piramidal e encimada nos cunhais por pináculos.
No lado esquerdo, a torre do relógio apresenta janelas de tipo mourisco. As fachadas denunciam uma igreja de três naves e evidenciam campanhas variadas. Em torno da igreja, painéis de cantaria formam a Via Sacra. As laterais são iluminadas por janelas tripartidas, semicirculares, idênticas às da fachada nobre.
Interiormente, a estrutura é idêntica à medieval, com as laterais cobertas por abobadamento de altura inferior à central. O espaço, algo austero na cadência dos fortes pilares de secção quadrangular encimados por arcos plenos e iluminado por janelas altas, não deixa de ser claro, proporcionado e homogéneo. O que medeia entre dois arcos é preenchido por pilastras encimadas por capitéis, à altura do entablamento. A capela-mor, que perdeu a primitiva abóbada nervurada e as frestarias, ostenta imponente retábulo de talha dourada de finais do século XVIII. Aqui são percetíveis as curvas ondulantes do Barroco, embora a plasticidade e o volume sejam mais contidos (a estatuária barroca é de bom nível). Embebidos na parede encontram-se os túmulos de Paio Peres e dos 7 mártires, sendo o primeiro assinalado por lápide com inscrição.
A absidíola do flanco do Evangelho preserva o arco ogival, que repousa em colunas de capitéis fitomórficos. A abóbada nervurada com artesões repousa em colunas de capitéis vegetalistas.
A manuelina capela do Senhor dos Passos é também ela encimada por abóbada nervurada, cujos liernes formam roseta. Nos bocetes alternam três motivos decorativos - a cruz dos Espatários, a de Cristo e o brasão dos Melos. A parte anterior sucumbiu ao sismo e a posterior está encoberta pelo retábulo seiscentista e por tribuna de painéis. As paredes são decoradas por azulejos setecentistas.
A capela do Santíssimo Sacramento, de 1748, é coroada por cúpula e revestida de silhar de azulejos azuis e brancos do século XVIII.
Na sacristia destaca-se o lavabo de 1645 e o revestimento azulejar do século XVIII, representando cestos de frutos e jarras de flores. A nível da estatuária do templo, salientamos a imagem de madeira, gótica (séculos XIV-XV), da Virgem e as esculturas setecentistas de S. Lourenço e de S. José.
No acervo de ourivesaria chama-se a atenção para um cálice do século XVI e dois outros do século XVII, além, é claro, da custódia barroca do século XVIII.
Destruída pelo terramoto de 1755, foi reedificada por D. Francisco Gomes, bispo de Faro. O que restou (portal e capelas) foi conservado e, em 1800, sagrou-se o novo templo, muito modificado em relação ao primitivo gótico, mas ainda assim símbolo da cidade e de uma indómita vontade de vencer.
A fachada nobre possui o primitivo portal gótico de quatro arquivoltas apontadas, assentes em colunelos sobrepujados por capitéis naturalistas de cariz vegetalista. O avanço daquele foi coroado por frontão barroco de lanços. Preside à frontaria um certo ar classicista, marcado por pilastras que definem largos panos (bastante mais alto o central) rasgados por três janelas semiesféricas. O pano central, delimitado por contorno recurvo, é coroado por frontão triangular onde se rasga um óculo. Os cunhais são marcados por longos pináculos que recordam formas do gótico inicial (flechas).
No lado esquerdo, a torre do relógio apresenta janelas de tipo mourisco. As fachadas denunciam uma igreja de três naves e evidenciam campanhas variadas. Em torno da igreja, painéis de cantaria formam a Via Sacra. As laterais são iluminadas por janelas tripartidas, semicirculares, idênticas às da fachada nobre.
Interiormente, a estrutura é idêntica à medieval, com as laterais cobertas por abobadamento de altura inferior à central. O espaço, algo austero na cadência dos fortes pilares de secção quadrangular encimados por arcos plenos e iluminado por janelas altas, não deixa de ser claro, proporcionado e homogéneo. O que medeia entre dois arcos é preenchido por pilastras encimadas por capitéis, à altura do entablamento. A capela-mor, que perdeu a primitiva abóbada nervurada e as frestarias, ostenta imponente retábulo de talha dourada de finais do século XVIII. Aqui são percetíveis as curvas ondulantes do Barroco, embora a plasticidade e o volume sejam mais contidos (a estatuária barroca é de bom nível). Embebidos na parede encontram-se os túmulos de Paio Peres e dos 7 mártires, sendo o primeiro assinalado por lápide com inscrição.
A absidíola do flanco do Evangelho preserva o arco ogival, que repousa em colunas de capitéis fitomórficos. A abóbada nervurada com artesões repousa em colunas de capitéis vegetalistas.
A manuelina capela do Senhor dos Passos é também ela encimada por abóbada nervurada, cujos liernes formam roseta. Nos bocetes alternam três motivos decorativos - a cruz dos Espatários, a de Cristo e o brasão dos Melos. A parte anterior sucumbiu ao sismo e a posterior está encoberta pelo retábulo seiscentista e por tribuna de painéis. As paredes são decoradas por azulejos setecentistas.
A capela do Santíssimo Sacramento, de 1748, é coroada por cúpula e revestida de silhar de azulejos azuis e brancos do século XVIII.
Na sacristia destaca-se o lavabo de 1645 e o revestimento azulejar do século XVIII, representando cestos de frutos e jarras de flores. A nível da estatuária do templo, salientamos a imagem de madeira, gótica (séculos XIV-XV), da Virgem e as esculturas setecentistas de S. Lourenço e de S. José.
No acervo de ourivesaria chama-se a atenção para um cálice do século XVI e dois outros do século XVII, além, é claro, da custódia barroca do século XVIII.
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Como referenciar
Igreja de Santa Maria do Castelo (Tavira) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-de-santa-maria-do-castelo-(tavira) [visualizado em 2026-06-26 21:14:52].
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