Igreja Matriz de Cuba
Embora não se conheça a data de fundação da Igreja Matriz de Cuba, sabe-se, no entanto, o início de construção do atual templo, edifício começado a construir de raiz no ano de 1572. As obras arrastaram-se pela centúria seguinte, vindo a igreja a receber diversas campanhas de obras nos séculos XVIII-XIX e XX, modificando substancialmente a sua arquitetura primitiva.
Consagrada a S. Vicente, a Matriz da vila alentejana de Cuba é um edifício austero e híbrido, marcada pela linguagem contida do denominado "Estilo Chão", apesar das alterações de reformas posteriores.
A frontaria é rasgada por um portal de linhas retangulares e rematado por composição curva, sobre a qual está exposto um painel de azulejos seiscentistas com a figura de S. Vicente. Por cima deste, abre-se grande janelão setecentista moldurado. A igreja é rematada superiormente por empena triangular e encimada por cruz latina. As torres sineiras flanqueiam a fachada do templo.
O interior apresenta corpo de nave única e ampla, coberta por uma lisa abóbada de berço. Até à altura da cornija, as suas paredes, o arco triunfal e o coro são forrados por variados azulejos de padrão seiscentistas (c. 1667). O friso superior, também ele revestido por cerâmica policromada coetânea, reproduz figuração sagrada.
No lado do Evangelho está situado o púlpito, interessante composição de 1675 feita em mármore, com dossel entalhado, dourado e policromado, e ainda decoração de azulejos-padrão. A capela que alberga a pia batismal é integralmente revestida por azulejos-padrão seiscentistas.
A cabeceira da igreja é formada por cinco altares de talha dourada dos séculos XVII, XVIII, podendo descortinar-se neles influências que vão desde o maneirismo tardio até às várias idades do barroco. O mais sumptuoso é o que foi construído para a capela-mor, espaço que tem as suas paredes totalmente preenchidas por revestimento azulejar seiscentista (c. 1667). A composição retabular em talha dourada é obra realizada no último quartel do século XVII, de acordo com as normas do denominado Barroco Nacional. O frontal do altar-mor é considerado uma obra-prima do azulejo nacional seiscentista, sendo este composto por decoração fitomórfica e por fauna exótica.
A sacristia nova é um espaço amplo, contendo um grande paramenteiro de madeira, onde se encontra também um sumptuoso oratório setecentista. Expostas nas paredes estão duas tábuas pintadas, quadros maneiristas datados aproximadamente do ano de 1600 e representando S. Vicente Mártir e uma Crucificação.
Quanto ao espólio de alfaias litúrgicas deste templo, o destaque vai para um núcleo de pratas dos séculos XVII e XVIII, compreendendo um cálice, várias cruzes, uma custódia e outras peças de ourivesaria nacional. Também interessantes são alguns dos móveis culturais, como uma estante missal e uma credência, ambas peças barrocas executadas no século XVIII.
Consagrada a S. Vicente, a Matriz da vila alentejana de Cuba é um edifício austero e híbrido, marcada pela linguagem contida do denominado "Estilo Chão", apesar das alterações de reformas posteriores.
A frontaria é rasgada por um portal de linhas retangulares e rematado por composição curva, sobre a qual está exposto um painel de azulejos seiscentistas com a figura de S. Vicente. Por cima deste, abre-se grande janelão setecentista moldurado. A igreja é rematada superiormente por empena triangular e encimada por cruz latina. As torres sineiras flanqueiam a fachada do templo.
O interior apresenta corpo de nave única e ampla, coberta por uma lisa abóbada de berço. Até à altura da cornija, as suas paredes, o arco triunfal e o coro são forrados por variados azulejos de padrão seiscentistas (c. 1667). O friso superior, também ele revestido por cerâmica policromada coetânea, reproduz figuração sagrada.
No lado do Evangelho está situado o púlpito, interessante composição de 1675 feita em mármore, com dossel entalhado, dourado e policromado, e ainda decoração de azulejos-padrão. A capela que alberga a pia batismal é integralmente revestida por azulejos-padrão seiscentistas.
A cabeceira da igreja é formada por cinco altares de talha dourada dos séculos XVII, XVIII, podendo descortinar-se neles influências que vão desde o maneirismo tardio até às várias idades do barroco. O mais sumptuoso é o que foi construído para a capela-mor, espaço que tem as suas paredes totalmente preenchidas por revestimento azulejar seiscentista (c. 1667). A composição retabular em talha dourada é obra realizada no último quartel do século XVII, de acordo com as normas do denominado Barroco Nacional. O frontal do altar-mor é considerado uma obra-prima do azulejo nacional seiscentista, sendo este composto por decoração fitomórfica e por fauna exótica.
A sacristia nova é um espaço amplo, contendo um grande paramenteiro de madeira, onde se encontra também um sumptuoso oratório setecentista. Expostas nas paredes estão duas tábuas pintadas, quadros maneiristas datados aproximadamente do ano de 1600 e representando S. Vicente Mártir e uma Crucificação.
Quanto ao espólio de alfaias litúrgicas deste templo, o destaque vai para um núcleo de pratas dos séculos XVII e XVIII, compreendendo um cálice, várias cruzes, uma custódia e outras peças de ourivesaria nacional. Também interessantes são alguns dos móveis culturais, como uma estante missal e uma credência, ambas peças barrocas executadas no século XVIII.
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Como referenciar
Igreja Matriz de Cuba na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-matriz-de-cuba [visualizado em 2026-06-26 16:08:13].
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