Igreja Matriz de Moura
A nova Igreja Matriz de Moura, consagrada a S. João Batista, foi construída nos finais do século XV, no mesmo local da anterior paroquial. De planta muito simples, a Matriz desenvolve-se num retângulo dividido em três naves - com a central mais elevada - de cinco tramos e cabeceira quadrangular.
Embora não se conheça o nome do arquiteto desta igreja do gótico final, é plausível aceitar que o grande mestre régio Diogo de Arruda tenha colaborado em alguns pormenores manuelinos de exceção.
A fachada, reconstruída após o desmonoramento de inícios do século XVIII, mantém o magnífico pórtico manuelino composto por dois pares de colunelos - o interior liso e o exterior ornado de semiesferas - que sustentam capitéis, de onde arranca um arco trilobado sobrepujado por um arco de carena coroado por pináculo. O vão criado entre os dois colunelos é profusamente decorado com motivos vegetalistas estilizados, assim como os capitéis e o lintel.
O tímpano é preenchido ao centro pelo escudo real, ladeado por duas esferas armilares e delimitado por dois pináculos assentes em mísulas adossadas aos capitéis. Compõe ainda a frontaria uma torre sineira, reduzida a duas faces, com um balcão renascentista - da autoria do mestre local João de Morais - formado por duas colunas da ordem jónica, sustentando frontão triangular que encerra uma cruz da Ordem de Avis. Este balcão foi construído para se celebrar missa aos presos da cadeia situada em frente. O interior do templo é marcado pela sobriedade da arquitetura.
É harmoniosa e serena a forma como se conjuga a arcaria gótica, assente em colunas com capitéis coroados, com os azulejos seiscentistas das capelas da abside, as credências da capela-mor, as abóbadas das capelas e as chaves da central, trabalhada com ornatos manuelinos, bem assim como os azulejos hispano-árabes dos frontais dos altares. Merecem o nosso olhar atento a pia batismal, aberta em espirais, e o púlpito de mármore que contém, na base, a melhor decoração estilizada de motivos naturais do gótico final.
Embora não se conheça o nome do arquiteto desta igreja do gótico final, é plausível aceitar que o grande mestre régio Diogo de Arruda tenha colaborado em alguns pormenores manuelinos de exceção.
O tímpano é preenchido ao centro pelo escudo real, ladeado por duas esferas armilares e delimitado por dois pináculos assentes em mísulas adossadas aos capitéis. Compõe ainda a frontaria uma torre sineira, reduzida a duas faces, com um balcão renascentista - da autoria do mestre local João de Morais - formado por duas colunas da ordem jónica, sustentando frontão triangular que encerra uma cruz da Ordem de Avis. Este balcão foi construído para se celebrar missa aos presos da cadeia situada em frente. O interior do templo é marcado pela sobriedade da arquitetura.
É harmoniosa e serena a forma como se conjuga a arcaria gótica, assente em colunas com capitéis coroados, com os azulejos seiscentistas das capelas da abside, as credências da capela-mor, as abóbadas das capelas e as chaves da central, trabalhada com ornatos manuelinos, bem assim como os azulejos hispano-árabes dos frontais dos altares. Merecem o nosso olhar atento a pia batismal, aberta em espirais, e o púlpito de mármore que contém, na base, a melhor decoração estilizada de motivos naturais do gótico final.
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Como referenciar
Igreja Matriz de Moura na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-matriz-de-moura [visualizado em 2026-07-13 04:41:14].
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