Igreja Matriz de Soure
Consagrada a S. Tiago, a Matriz de Soure é um templo erguido no último quartel do século XV, acusando profundas remodelações que lhe alteraram decisivamente o seu perfil original quatrocentista. Soure é uma vila do distrito de Coimbra que se revelou de grande importância nos séculos XV-XVI, época em que D. Manuel I, quando ainda era infante, recebeu de seu primo D. João II a comenda de Soure.
Ainda antes de ser erguida a paroquial de S. Tiago, nos terrenos próximos do castelo sourense levantava-se a primitiva Matriz, dedicada a Santa Maria do Castelo. Dessa medieval construção religiosa restam apenas fragmentos arquitetónicos e escultóricos dispersos.
A Matriz de Soure foi concluída em 1490, sob o patrocínio de D. Manuel I, tal como é confirmado por duas lápides góticas colocadas no seu interior.
A fachada é simples e equilibrada, aproveitando alguns ornamentos renascentistas. Contudo, uma reforma nos inícios deste século desfigurarou-a e privou-a dos seus anteriores atrativos artísticos, bem assim como da altaneira torre sineira lateral. A cabeceira é tripartida, composta por capela-mor e colaterais, estas últimas ampliadas em posteriores reformas.
O corpo é original e compõe-se de três naves divididas por arcadas ogivais que repousam em cinco pilares octogonais, estando dois deles adossados à parede. O remate superior dos pilares apresenta relevos esculpidos com vieiras (símbolos alusivos a S. Tiago), temas vegetalistas, antropomórficos e zoomórficos.
O arco cruzeiro deixa ver a capela-mor preenchida por retábulo em talha dourada, obra barroca dos finais do século XVII e proveniente de uma igreja conimbricense. No lado direito abre-se a antiga Capela do Sacramento, contendo um retábulo quinhentista saído da oficina do escultor João de Ruão. Composição em pedra calcária, tendo o sacrário enquadrado por elementos arquitetónicos e mostrando os belos relevos do "Aparecimento de Cristo à Virgem" e o "Aparecimento a Maria Madalena". Remata este retábulo o busto do Padre Eterno abençoando. Em 1614, a capela foi ampliada no seu comprimento e construiu-se uma abóbada plana esquartelada, em pedra. As suas paredes foram revestidas com azulejos seiscentistas azuis e brancos, de oficina conimbricense. Próximo da mesa de altar conservam-se alguns azulejos sevilhanos quinhentistas de aresta. Sem relevo de maior a Capela do Evangelho, dedicada ao Senhor Santo Cristo e contendo um setecentista retábulo de talha dourada barroca.
De destacar ainda na igreja algumas esculturas de vulto, como a Virgem com o Menino, imagem gótica dos inícios do século XVI e que era a padroeira da demolida paroquial de Santa Maria do Castelo.
Na sacristia estão expostas algumas tábuas maneiristas dos finais do século XVI - a maior alusiva ao "Pentecostes", enquanto as seis menores versam sobre episódios cristológicos e mostram os quatro evangelistas.
Ainda antes de ser erguida a paroquial de S. Tiago, nos terrenos próximos do castelo sourense levantava-se a primitiva Matriz, dedicada a Santa Maria do Castelo. Dessa medieval construção religiosa restam apenas fragmentos arquitetónicos e escultóricos dispersos.
A fachada é simples e equilibrada, aproveitando alguns ornamentos renascentistas. Contudo, uma reforma nos inícios deste século desfigurarou-a e privou-a dos seus anteriores atrativos artísticos, bem assim como da altaneira torre sineira lateral. A cabeceira é tripartida, composta por capela-mor e colaterais, estas últimas ampliadas em posteriores reformas.
O corpo é original e compõe-se de três naves divididas por arcadas ogivais que repousam em cinco pilares octogonais, estando dois deles adossados à parede. O remate superior dos pilares apresenta relevos esculpidos com vieiras (símbolos alusivos a S. Tiago), temas vegetalistas, antropomórficos e zoomórficos.
O arco cruzeiro deixa ver a capela-mor preenchida por retábulo em talha dourada, obra barroca dos finais do século XVII e proveniente de uma igreja conimbricense. No lado direito abre-se a antiga Capela do Sacramento, contendo um retábulo quinhentista saído da oficina do escultor João de Ruão. Composição em pedra calcária, tendo o sacrário enquadrado por elementos arquitetónicos e mostrando os belos relevos do "Aparecimento de Cristo à Virgem" e o "Aparecimento a Maria Madalena". Remata este retábulo o busto do Padre Eterno abençoando. Em 1614, a capela foi ampliada no seu comprimento e construiu-se uma abóbada plana esquartelada, em pedra. As suas paredes foram revestidas com azulejos seiscentistas azuis e brancos, de oficina conimbricense. Próximo da mesa de altar conservam-se alguns azulejos sevilhanos quinhentistas de aresta. Sem relevo de maior a Capela do Evangelho, dedicada ao Senhor Santo Cristo e contendo um setecentista retábulo de talha dourada barroca.
De destacar ainda na igreja algumas esculturas de vulto, como a Virgem com o Menino, imagem gótica dos inícios do século XVI e que era a padroeira da demolida paroquial de Santa Maria do Castelo.
Na sacristia estão expostas algumas tábuas maneiristas dos finais do século XVI - a maior alusiva ao "Pentecostes", enquanto as seis menores versam sobre episódios cristológicos e mostram os quatro evangelistas.
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Como referenciar
Igreja Matriz de Soure na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-matriz-de-soure [visualizado em 2026-07-17 23:11:44].
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