Igreja Matriz de Torre de Moncorvo
Um dos mais imponentes edifícios religiosos do Nordeste transmontano situa-se na vila de Torre de Moncorvo - antiga povoação de Santa Cruz da Vilariça. Trata-se da sua harmoniosa Igreja Matriz consagrada a N. Sra. da Assunção e que veio substituir um anterior templo medieval.
Classificada como Monumento Nacional em 1910, a Matriz desta vila transmontana ergue-se em torno da torre sineira, verdadeiro ex-libris que está na origem do topónimo desta povoação. A empreitada foi longa e morosa, com a primeira pedra provavelmente lançada em 1544 e a obra a prolongar-se pelo século seguinte.
Erguendo-se num eirado superior lajeado e delimitado por balaústres, a frontaria granítica é dominada pela torre axial, de planta quadrangular, marcada pelo pórtico retabular maneirista. Este é formado por um arco de volta perfeita, flanqueado por dois pares de colunas com fustes canelados e capitéis coríntios, assentes em pedestais retangulares decorados por cartelas maneiristas. Nos intercolúnios estão dois nichos abrigando esculturas sagradas. Sobre o portal desenvolve-se um forte entablamento, ressaltado e marcado por pináculos angulares, revelando um corpo intermédio composto por três nichos concheados e ritmados por colunas coríntias, nos quais se inscrevem as imagens em granito de S. Pedro e S. Paulo, ladeando N. Sra. da Assunção. A composição do portal é terminada por uma janela em arco, ladeada por dois óculos e enquadrada por um pórtico terminado por frontão triangular.
A parte superior da torre é aberta por duas varandas com grades de ferro, acima das quais se rasgam as ventanas dos sinos e está colocado um relógio. A cornija é saliente e está marcada por gárgulas angulares com carrancas, correndo superiormente uma balaustrada com pináculos esféricos sobre pedestais.
Poderosos contrafortes pinaculados reforçam a massa granítica das paredes laterais e da cabeceira, zonas marcadas por diversos e elegantes volumes arquitetónicos, abrindo-se na parte superior uma série de janelas. Na fachada lateral direita estende-se uma galilé de arcadas sólida e abobadada, reforçada por cunhais robustos.
O interior do templo é amplo e eleva-se a grande altura. O seu corpo reparte-se em três naves divididas em cinco tramos, estando cobertas por abóbada de múltiplas nervuras que partem de oito elevados e pilares circulares robustos. Nas paredes das naves laterais estão colocados quatro altares, enquanto o coro alto possui um belo e aparatoso orgão.
A cabeceira é tripartida, formada por abside e dois absidíolos, sendo a capela-mor coberta por uma abóbada de berço em caixotões pintados, figurando ao centro o símbolo da roda, relativo ao leme da barca de S. Pedro. As paredes laterais da ousia possuem frescos pintados, sob os quais se encontra o cadeiral dos beneficiados da colegiada moncorvense. O topo da capela-mor é preenchido por imponente e dinâmica estrutura retabular em talha dourada, trabalho setecentista do barroco Joanino, destacando-se o monumental trono escalonado no centro da tribuna.
A capela colateral do S. Sacramento, coberta por abóbada em quarto de esfera, tal como a outra dedicada a N. Sra. das Dores, possui um excelente retábulo em madeira policromada, composição de grandes dimensões realizada no século XVII. Repartido em dois andares, o retábulo mostra no primeiro os episódios relevados da Incredulidade de S. Tomé e a Ressurreição de Cristo, para além de conter dois Evangelistas e, nos intercolúnios, as imagens dos quatro Doutores da Igreja. O andar superior é ilustrado com cenas da Paixão de Cristo e outras esculturas sagradas. Notável é ainda um tríptico em madeira relevada e pintada, obra de sabor flamenjante mas já com algumas formas anunciadoras da renascença, narrando no painel central a Apresentação do Menino Jesus por sua Mãe a Santa Ana, enquanto os volantes mostram a figuração de Santa Ana e de S. Joaquim, obra datável entre os anos de 1500 e 1520.
Classificada como Monumento Nacional em 1910, a Matriz desta vila transmontana ergue-se em torno da torre sineira, verdadeiro ex-libris que está na origem do topónimo desta povoação. A empreitada foi longa e morosa, com a primeira pedra provavelmente lançada em 1544 e a obra a prolongar-se pelo século seguinte.
Erguendo-se num eirado superior lajeado e delimitado por balaústres, a frontaria granítica é dominada pela torre axial, de planta quadrangular, marcada pelo pórtico retabular maneirista. Este é formado por um arco de volta perfeita, flanqueado por dois pares de colunas com fustes canelados e capitéis coríntios, assentes em pedestais retangulares decorados por cartelas maneiristas. Nos intercolúnios estão dois nichos abrigando esculturas sagradas. Sobre o portal desenvolve-se um forte entablamento, ressaltado e marcado por pináculos angulares, revelando um corpo intermédio composto por três nichos concheados e ritmados por colunas coríntias, nos quais se inscrevem as imagens em granito de S. Pedro e S. Paulo, ladeando N. Sra. da Assunção. A composição do portal é terminada por uma janela em arco, ladeada por dois óculos e enquadrada por um pórtico terminado por frontão triangular.
Poderosos contrafortes pinaculados reforçam a massa granítica das paredes laterais e da cabeceira, zonas marcadas por diversos e elegantes volumes arquitetónicos, abrindo-se na parte superior uma série de janelas. Na fachada lateral direita estende-se uma galilé de arcadas sólida e abobadada, reforçada por cunhais robustos.
O interior do templo é amplo e eleva-se a grande altura. O seu corpo reparte-se em três naves divididas em cinco tramos, estando cobertas por abóbada de múltiplas nervuras que partem de oito elevados e pilares circulares robustos. Nas paredes das naves laterais estão colocados quatro altares, enquanto o coro alto possui um belo e aparatoso orgão.
A cabeceira é tripartida, formada por abside e dois absidíolos, sendo a capela-mor coberta por uma abóbada de berço em caixotões pintados, figurando ao centro o símbolo da roda, relativo ao leme da barca de S. Pedro. As paredes laterais da ousia possuem frescos pintados, sob os quais se encontra o cadeiral dos beneficiados da colegiada moncorvense. O topo da capela-mor é preenchido por imponente e dinâmica estrutura retabular em talha dourada, trabalho setecentista do barroco Joanino, destacando-se o monumental trono escalonado no centro da tribuna.
A capela colateral do S. Sacramento, coberta por abóbada em quarto de esfera, tal como a outra dedicada a N. Sra. das Dores, possui um excelente retábulo em madeira policromada, composição de grandes dimensões realizada no século XVII. Repartido em dois andares, o retábulo mostra no primeiro os episódios relevados da Incredulidade de S. Tomé e a Ressurreição de Cristo, para além de conter dois Evangelistas e, nos intercolúnios, as imagens dos quatro Doutores da Igreja. O andar superior é ilustrado com cenas da Paixão de Cristo e outras esculturas sagradas. Notável é ainda um tríptico em madeira relevada e pintada, obra de sabor flamenjante mas já com algumas formas anunciadoras da renascença, narrando no painel central a Apresentação do Menino Jesus por sua Mãe a Santa Ana, enquanto os volantes mostram a figuração de Santa Ana e de S. Joaquim, obra datável entre os anos de 1500 e 1520.
Partilhar
Como referenciar
Igreja Matriz de Torre de Moncorvo na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-matriz-de-torre-de-moncorvo [visualizado em 2026-06-24 08:44:19].
Outros artigos
-
Santa AnaAs únicas informações a seu respeito fazem parte do Protoevangelho de Tiago, o Evangelho do Pseudo-M...
-
Torre de MoncorvoAspetos Geográficos O concelho de Torre de Moncorvo, do distrito de Bragança, localiza-se na Região ...
-
Igreja Matriz de Arruda dos VinhosA Igreja Matriz de Arruda dos Vinhos poderá ter sido erguida, ou reconstruída, pelos monges-cavaleir
-
Castelo de ArraiolosA intenção de construir um castelo na então herdade régia de Arraiolos remonta a 1217, quando D. Afo
-
Igreja de S. Leonardo de Atouguia da BaleiaNão se conhece ao certo a data da fundação desta igreja medieval, localizada no concelho de Peniche,
-
Convento de Jesus (Aveiro)O Convento de Jesus foi edificado em 1462 por D. Brites Leitoa, uma nobre aveirense que foi também a
-
Museu de Arte ContemporâneaO Museu de Arte Contemporânea faz parte da Fundação de Serralves e situa-se na propriedade onde se e
-
Igreja Paroquial de ArrifanaA Igreja Paroquial de Arrifana, também conhecida por Santa Maria da Arrifana de Poiares, em Vila Nov
-
Igreja de N. Sra. da AssunçãoA quinhentista Igreja de N. S. da Assunção, situada na íngreme praça principal de Elvas, funcionou c
-
Paços do Concelho de AveiroEdifício construído na última década do século XVIII. Na frontaria, que se divide em cinco corpos to
Partilhar
Como referenciar 
Igreja Matriz de Torre de Moncorvo na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$igreja-matriz-de-torre-de-moncorvo [visualizado em 2026-06-24 08:44:19].