Instituto do Mundo Árabe
O primeiro concurso para o projeto deste edifício foi anulado, tendo sido, após reformulação da proposta, lançado um novo concurso, desta vez sob o patrocínio do próprio presidente da república francesa, François Mitterrand. Este edifício vai constituir o primeiro de uma série de obras de grandes dimensões e de índole cultural que marcaram a ação urbanística de Mitterrand na capital e que ficou conhecida por política dos "Grands Travaux". Assumindo o papel de mecenas esclarecido e ambicioso, este político suportou e propiciou a afirmação de novas linguagens arquitetónicas e de jovens equipas de projetistas. O projeto vencedor do concurso foi o de Jean Nouvel e Architecture Studio, que se apresentava já como um dos arquitetos franceses mais importantes da sua geração.
A instituição constitui um centro de divulgação da cultura árabe junto do mundo ocidental. Compreende, para além de um museu, os espaços de exposição temporária, uma biblioteca, um centro de documentação, um vasto auditório polifuncional para conferências e espetáculos e um restaurante.
Nouvel partiu de um conjunto de pressupostos conceptuais que procuravam estimular o contacto de duas realidades culturais e temporais (Francesa e Árabe), conjugando com as especificidades da implantação, um terreno localizado na interseção dum quarteirão parisiense tradicional (o Faubourg Saint Germain) com o tecido difuso da vizinha Universidade de Jussieu.
A solução compositiva procura assim responder à geometria dos edifícios confrontantes, utilizando um volume curvo e um grande prisma linear que retomam a altura dos edificios e criam entre eles um pátio quadrangular. O corpo prismático volta-se para uma grande esplanada regular que remata na universidade. Um corte profundo entre os volumes permite ligar visualmente o pátio interior com a cabeceira de Notre-Dame.
Utilizando tecnologias modernas, estrutura porticada em betão e fachadas transparentes em vidro, o edifício alude a alguns temas típicos da arquitetura árabe como a interioridade, a sobreposição de tramas e o tratamento da luz por meio de filtros (de que se salienta a parede voltada a sul, preenchida por 240 diafragmas de desenho geométrico que se fecham como os de uma câmara fotográfica por ação de células).
De entre os grandes trabalhos lançados por Mitterrand, o Instituto do Mundo Árabe conta-se entre os mais interessantes. Mais que um estilo, este edifício afirma uma estética que agrega os vários símbolos da contemporaneidade, desde a ideia de progresso e de espaço monumental ao de eletrónica e de sedução visual. Nouvel entende a arquitetura deste edifício como um suporte para a produção de imagens dinâmicas e cenográficas que se enriquecem com o jogo das profundidades, sobreposições e transparência dos filtros.
A instituição constitui um centro de divulgação da cultura árabe junto do mundo ocidental. Compreende, para além de um museu, os espaços de exposição temporária, uma biblioteca, um centro de documentação, um vasto auditório polifuncional para conferências e espetáculos e um restaurante.
Nouvel partiu de um conjunto de pressupostos conceptuais que procuravam estimular o contacto de duas realidades culturais e temporais (Francesa e Árabe), conjugando com as especificidades da implantação, um terreno localizado na interseção dum quarteirão parisiense tradicional (o Faubourg Saint Germain) com o tecido difuso da vizinha Universidade de Jussieu.
A solução compositiva procura assim responder à geometria dos edifícios confrontantes, utilizando um volume curvo e um grande prisma linear que retomam a altura dos edificios e criam entre eles um pátio quadrangular. O corpo prismático volta-se para uma grande esplanada regular que remata na universidade. Um corte profundo entre os volumes permite ligar visualmente o pátio interior com a cabeceira de Notre-Dame.
Utilizando tecnologias modernas, estrutura porticada em betão e fachadas transparentes em vidro, o edifício alude a alguns temas típicos da arquitetura árabe como a interioridade, a sobreposição de tramas e o tratamento da luz por meio de filtros (de que se salienta a parede voltada a sul, preenchida por 240 diafragmas de desenho geométrico que se fecham como os de uma câmara fotográfica por ação de células).
De entre os grandes trabalhos lançados por Mitterrand, o Instituto do Mundo Árabe conta-se entre os mais interessantes. Mais que um estilo, este edifício afirma uma estética que agrega os vários símbolos da contemporaneidade, desde a ideia de progresso e de espaço monumental ao de eletrónica e de sedução visual. Nouvel entende a arquitetura deste edifício como um suporte para a produção de imagens dinâmicas e cenográficas que se enriquecem com o jogo das profundidades, sobreposições e transparência dos filtros.
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Como referenciar
Instituto do Mundo Árabe na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$instituto-do-mundo-arabe [visualizado em 2026-06-06 02:26:29].
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