Jerzy Andrzejewski
Romancista, contista e dissidente político polaco, Jerzy Andrzejewski nasceu a 19 de agosto de 1909, em Varsóvia. Oriundo de uma família da classe média, era filho de um merceeiro e da filha de um médico de província. Muito cedo na sua meninice, começou a escrever contos.
Depois de concluir os seus estudos secundários, Andrzejewski ingressou na Universidade de Varsóvia como estudante de Literatura Polaca mas, enquanto escrevia para revistas literárias, como o semanário Prosto z Mostu, descurou os seus deveres académicos, pelo que deixou a universidade sem ter obtido um diploma.
Em 1936 publicou o seu primeiro livro, com o título Drogi Nieuniknione (Caminhos Inevitáveis), e, dois anos mais tarde, Lad Secra (1938, A Harmonia do Coração), ambos coletâneas de contos que tinham já aparecido na revista Prosto z Mostu. O último livro mencionado foi galardoado com o prémio da Academia da Literatura da Polónia e o seu autor foi considerado como o escritor católico mais talentoso do seu país.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Andrzejewski aderiu ao movimento da Resistência operando em Varsóvia. Retomou a publicação da sua obra com o cessar da guerra. Assim, em 1945 publicou uma outra coletânea de contos, Noc, que refletiam as vivências da guerra e da ocupação alemã. Tornar-se-ia depois membro do Sindicato dos Escritores polaco, mas a ocupação da Polónia pelas tropas russas tinha dado lugar a uma mudança ideológica no país, pelo que, em 1949, a atmosfera liberal em que os escritores polacos se exprimiam desapareceu e o sindicato adotou o modelo soviético do realismo. Nesse mesmo ano de 1949, Andrzejewski foi eleito presidente do Sindicato dos Escritores, passando a representar a corrente soviética na sua obra, e a defender o Comunismo nos seus artigos de imprensa.
Em 1952 foi escolhido para editor do Przeglad Kulturalny, um semanário cultural de grande importância, posição que deteve até 1954, e nomeado para membro do parlamento, cargo que ocupou até 1957, altura em que se demitiu em atitude de protesto contra a censura. Desiludido com o caminho que o Comunismo levava na Polónia, o autor passou a criticar o regime cada vez mais abertamente.
Em 1957 publicou Ciemnosci Kryja Ziemie (Os Inquisidores), uma parábola filosófica acerca do governo autocrático de uma ideologia totalitarista. Em 1968 foi a vez de Apelacja (O Apelo), que atacava diretamente o regime comunista, pelo que não foi publicado na Polónia. Diversas vezes impedido de publicar a sua obra, Andrzejewski recorreu a editoras mantidas por dissidentes polacos no Ocidente, ou na revista literária Zapis. Em 1979 co-fundou o KOR, o Comité de Defesa dos Trabalhadores, cuja finalidade era auxiliar as famílias dos trabalhadores exercendo o direito à greve, que por isso eram presos ou despedidos.
Faleceu, em Varsóvia, na noite de 19 para 20 de abril de 1983.
Depois de concluir os seus estudos secundários, Andrzejewski ingressou na Universidade de Varsóvia como estudante de Literatura Polaca mas, enquanto escrevia para revistas literárias, como o semanário Prosto z Mostu, descurou os seus deveres académicos, pelo que deixou a universidade sem ter obtido um diploma.
Em 1936 publicou o seu primeiro livro, com o título Drogi Nieuniknione (Caminhos Inevitáveis), e, dois anos mais tarde, Lad Secra (1938, A Harmonia do Coração), ambos coletâneas de contos que tinham já aparecido na revista Prosto z Mostu. O último livro mencionado foi galardoado com o prémio da Academia da Literatura da Polónia e o seu autor foi considerado como o escritor católico mais talentoso do seu país.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Andrzejewski aderiu ao movimento da Resistência operando em Varsóvia. Retomou a publicação da sua obra com o cessar da guerra. Assim, em 1945 publicou uma outra coletânea de contos, Noc, que refletiam as vivências da guerra e da ocupação alemã. Tornar-se-ia depois membro do Sindicato dos Escritores polaco, mas a ocupação da Polónia pelas tropas russas tinha dado lugar a uma mudança ideológica no país, pelo que, em 1949, a atmosfera liberal em que os escritores polacos se exprimiam desapareceu e o sindicato adotou o modelo soviético do realismo. Nesse mesmo ano de 1949, Andrzejewski foi eleito presidente do Sindicato dos Escritores, passando a representar a corrente soviética na sua obra, e a defender o Comunismo nos seus artigos de imprensa.
Em 1952 foi escolhido para editor do Przeglad Kulturalny, um semanário cultural de grande importância, posição que deteve até 1954, e nomeado para membro do parlamento, cargo que ocupou até 1957, altura em que se demitiu em atitude de protesto contra a censura. Desiludido com o caminho que o Comunismo levava na Polónia, o autor passou a criticar o regime cada vez mais abertamente.
Em 1957 publicou Ciemnosci Kryja Ziemie (Os Inquisidores), uma parábola filosófica acerca do governo autocrático de uma ideologia totalitarista. Em 1968 foi a vez de Apelacja (O Apelo), que atacava diretamente o regime comunista, pelo que não foi publicado na Polónia. Diversas vezes impedido de publicar a sua obra, Andrzejewski recorreu a editoras mantidas por dissidentes polacos no Ocidente, ou na revista literária Zapis. Em 1979 co-fundou o KOR, o Comité de Defesa dos Trabalhadores, cuja finalidade era auxiliar as famílias dos trabalhadores exercendo o direito à greve, que por isso eram presos ou despedidos.
Faleceu, em Varsóvia, na noite de 19 para 20 de abril de 1983.
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Como referenciar
Jerzy Andrzejewski na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$jerzy-andrzejewski [visualizado em 2026-06-04 23:43:53].
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